O tempo litúrgico da Páscoa é tão importante que se prolonga por cinquenta dias. Hoje, oito dias depois, no 2º Domingo do Tempo Pascal, sentimos alegria e satisfação porque, como faziam os apóstolos e os discípulos de Jesus, temos a chance de ouvir a Palavra de Salvação através da celebração eucarística.
A primeira leitura é colhida dos Atos dos Apóstolos. O trecho de hoje nos apresenta a vida da comunidade de Jerusalém e nos descreve as suas características.
A primeira comunidade era fiel aos ensinamentos dos apóstolos: realizavam a comunhão de bens, participavam semanalmente da Eucaristia, rezavam juntos e operavam sinais que demonstravam a presença do Ressuscitado. A primeira atitude era “ouvir”. A escuta da palavra de Deus deve ser o único e sólido fundamento sobre o qual se apóia a fé das nossas comunidades.
Não esqueciam da “comunhão dos bens”. Ao possuir a vida iluminada por Cristo, o cristão não diz que é de sua propriedade o que lhe pertence. Não é egoísta. Eles “partiam o pão”: o valor da Celebração Eucarística que era precedida por uma refeição em comum. A oração: os primeiros cristãos frequentavam o templo e recitavam os Salmos. Os sinais: ao tomar posse de uma pessoa, o Espírito de Jesus produz efeitos extraordinários e inesperados.
A segunda leitura é um trecho da 1ª Carta de São Pedro. Foi escrita numa época muito difícil para as comunidades cristãs. O autor faz um convite a refletir sobre a nova vida que Deus oferece aos que foram batizados. A verdade é: nenhuma dificuldade, nenhuma provação pode destruir a alegria dos filhos de Deus.
O evangelho narrado por São João nos fala sobre as aparições do Ressuscitado e descreve o famoso episódio de Tomé. Na tarde do dia da ressurreição, os discípulos faziam uma reunião a portas fechadas. Sem a porta se abrir, o próprio Jesus apareceu ali no meio deles e saudou a todos, dizendo: “A paz esteja com vocês”.
Provou ser ele mesmo mostrando-lhes as mãos e o lado com as chagas. Depois soprou sobre todos e falou: “Recebam o Espírito Santo”.
Tomé não estava nessa reunião. Quando lhe contaram que viram o Senhor, ele não acreditou e disse: “Só vendo mesmo, é que eu acredito”. Oito dias depois, quando estavam reunidos e Tomé estava com eles, Jesus entrou de surpresa, fez a mesma saudação e disse a Tomé: “Tomé, deixe de ser incrédulo, pode me tocar. Feliz quem acreditar sem ter visto”. É a partir da fé e na força da fé que os primeiros cristãos vivem as pegadas, os ensinamentos de Jesus. É a partir da fé e na força da fé que nós, cristãos, devemos viver as pegadas, os ensinamentos de Jesus.
Hoje Jesus deseja a sua Paz a cada um. Com outras palavras Ele quer dizer: “gente, coragem, chega de tristeza! Não estou morto, não! Estou vivo! A morte não tem mais vez. A vocês foi dada a vida em plenitude! Ele também sopra sobre nós, transmitindo-nos o Espírito Santo, isto é, o poder da Vida, que esmagou as forças da maldade e da morte, fez de nós sua morada. Significa que nós somos agora o “espaço” da salvação de Deus, do qual podem brotar equilíbrio e vida plena para todos.
A cada domingo sentimos mais e mais a presença de Deus na nossa vida, a força da sua infinita misericórdia. Isso nos dá coragem! Esta fé é que dá ânimo aos verdadeiros cristãos. Este é um momento importante para proclamarmos, de novo, de coração, que cremos que Jesus está vivo, agora de maneira invisível pelo seu Espírito. Cremos que, pela Páscoa, tudo se renovou: a maldade e a morte não têm mais a última palavra.
Cremos que a vitória da Páscoa de Jesus é também nossa vitória, e a vitória está dentro de nós!
NOVO CONCEITO
Impulsionada pelo Concílio Vaticano II, desde 1965, a Igreja Católica se preocupa e age em favor dos mais necessitados. Os que são católicos praticantes sabem de tais atitudes, e por isso, se envolvem, ajudam e se alegram com os resultados.
Muitas e muitas vezes as iniciativas e ações preenchem os espaços vazios deixados pelos governos. Há mais de quatro décadas que a Igreja Católica não se prende aos “sermões” (termo não mais usado) e sim “homilias” que é atualização da Palavra da vida do homem atual, ou seja, ao “hoje” e isto gera “compromisso”.
Seu papel fundamental é a “evangelização” ordem dada por Jesus e por evangelizar é que cada um vai se tornando “discípulo” (ouvinte) e “missionário” (ação).
PASTORAIS SOCIAIS
Procurando concretizar o Evangelho, a Igreja Católica criou a “Pastoral da Criança” que “gera” melhores condições de vida para as crianças que nascem no meio simples e empobrecido. Essa pastoral é atuante em Franca. Existe a “Pastoral do Menor, Adolescente e Família”; um trabalho que é digno de nota no Estado de São Paulo através da CNBB. O trabalho realizado em Franca é base para o Brasil também por meio da CNBB. O “Domingo Fraterno” despertou carinho nos católicos que ajudam as famílias com cestas básicas. O que se coleta na Catedral consegue ajudar cerca de cento e cinqüenta famílias carentes no Centro, no Jardim Aeroporto I, II, III, e Santa Bárbara e no Santa Hilda. O Domingo Fraterno está presente em todas as paróquias de Franca. Existe também o “Mutirão” para construções, acréscimo e adaptações nas casas de pessoas desprovidas do que é básico. Este serviço é ainda pequeno, mas existe e tem beneficiado muitas pessoas.
Vale a pena lembrar a presença da Farmácia Frei Gregório Gil que por mais de seis décadas fornece, gratuitamente, remédios aos carentes: são cerca de 600 a 700 receitas por mês.
SEM ALARDE
Fundamentando a ação social no evangelho a Igreja Católica opta por fazer sem alardear. Deus vê e aquele que recebe, deve louvar o autor de todo bem que existe no coração dos que crêem: a glória pertence a Deus.
O amor verdadeiro se percebe nas entrelinhas das ações. A evangelização do mundo moderno está fincada nos Atos dos Apóstolos capítulo 2, 46.
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