Com choro e orações, Rifaina se despede das cinco vítimas


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Às 11 horas de ontem, familiares e amigos deram o último adeus aos cinco mortos no acidente na Rodovia Cândido Portinari, ocorrido próximo à “curva da morte”, em Rifaina, na manhã de sexta. Um caminhão desgovernado bateu em uma Kombi e matou cinco dos sete ocupantes. Duas vítimas seguem internadas em estado grave na Santa Casa de Franca. O motorista do caminhão, Valmir Borges, sofreu ferimentos leves e está preso por homicídio doloso (com intenção de matar). Choro, orações e homenagens marcaram os últimos momentos com as vítimas, depois de 16 horas de velório e antes do enterro coletivo. Os cinco caixões deixaram o ginásio de esportes da cidade por volta das 10 horas e, em cortejo, seguiram até o Cemitério Municipal. Os carros que acompanharam o trajeto tomaram os quatro quilômetros entre o ginásio e o cemitério. No local, sob o olhar e aplausos de mais de 1,5 mil pessoas, as vítimas foram enterradas, uma de cada vez. O motorista Laércio Masson Filho, 42, e a servidora pública Eliana Carmen Masson, 40, foram os primeiros a serem sepultados, um ao lado do outro. Antes do enterro, parentes e amigos rezaram pelo casal e agradeceram pela alegria dos dois, além de desejarem que “partissem com Deus”. Laércio transportava alunos até Franca e Eliana havia pego carona com ele para ir ao dentista quando se acidentaram. Gean Lima Cordeiro, 18, estudante da Unifran, foi enterrado em seguida. A namorada dele, Eduarda Bosco, de Sacramento (MG), estava muito abalada e passou mal durante o velório e o enterro. Ela precisou ser amparada por profissionais da ambulância e amigos. A quarta vítima a ser sepultada foi a professora de educação física Jaqueline Pereira Pinho, 24. No sábado à noite aconteceria em Rifaina o noivado dela com o investigador Érik Borba, mas a família acabou reunida por outro motivo. “Hoje era para estarmos juntos; não para isso. Nunca vamos esquecer você”. “Vai com Deus, querida”. Disseram os presentes. O noivo dela estava desolado. Ficou o tempo todo sentado ao lado do caixão ou observando a noiva com movimentos da cabeça em sinal de “não”. Antes do sepultamento, beijou cada uma das três rosas vermelhas que colocou sobre o caixão e chorou. Muito. As flores não foram a única homenagem prestada à mulher com quem se casaria em 2009. Érik colocou a aliança de noivado na sua mão e na da noiva. Pouco antes de seguir para o cemitério, pendurou a jóia de Jaqueline no escapulário em seu pescoço. Os alunos dela a homenagearam também. Enterraram com o seu caixão uma camiseta do projeto Navega São Paulo, do qual era funcionária, com mais de 30 assinaturas. O último enterro foi o de Isabel Batista dos Santos, 19, aluna da Apae de Franca. “Nosso coração está muito apertado. Minha mãe está inconformada. Ela e a Isabel eram muito unidas porque minha irmã tinha um problema de saúde”, disse a caseira Rosemary da Silva, 37, irmã da jovem. Kétima Santana Fonseca, 13, e Cristiane Helena Santos, 18, ocupavam a Kombi e estão na UTI da Santa Casa de Franca.

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