Mais de 880 famílias de Franca sobrevivem com R$ 480 por mês. O valor é 25 vezes menor do que é gasto pela alta classe. Os dados fazem parte do levantamento da Target Marketing e mostram ainda que o número de famílias pobres na cidade tem crescido. Somente no último ano, houve um avanço de 12,4% em relação a 2006.
Inicialmente, eram 791 e em 2007 passou para 889.
A baixa remuneração e o aumento do total de famílias no município estão associados à migração de novos núcleos familiares em busca de melhores condições de vida. “Franca ainda é um pólo econômico atrativo. O arrimo de família vem em busca de emprego e sempre traz a família quando se muda”, explica o economista Hélio Braga Filho, que também coordena o Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef.
Se por um lado as famílias da classe E crescem, aquelas com renda na faixa dos R$ 560 têm diminuído. Em 2006, eram 18.492 famílias da classe D. No ano passado, essa quantidade caiu para 15.466, uma redução de 19,5%. Nas demais classes de classificação do estudo, as variações continuaram em crescimento.
A melhora da situação econômica das 3.026 famílias com rendimentos na faixa dos R$ 560 é atribuída pelo economista à recuperação do trabalho e também à existência de programas assistenciais. “Auxílios como Bolsa Família e outros programas governamentais têm ajudado na renda dessas famílias. É uma contribuição que faz diferença”.
Braga diz que toda essa mudança é reflexo de uma economia mais dinâmica. “À medida que a economia cresce, a geração de empregos aumenta, todos ganham e o número de migrantes aumenta. É um circulo vicioso”.
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