Uma cidade chocada, moradores desolados, bares e lojas fechados. Assim ficou Rifaina após a confirmação de que cinco moradores haviam morrido no desastre. A população saiu de suas casas e ficou em grupo nas calçadas chorando e tentando entender o que aconteceu.
No município de 3,5 mil habitantes, todos se conhecem e possuem algum tipo de vínculo. “É uma dor muito grande, terrível. Parece que nem é verdade. A ficha custa a cair”, lamentou a escriturária Graciete Augusto da Silva, que trabalhava com Jaqueline e Eliana.
A professora Sônia Margareti Soares Limonta é outra que estava desolada. Há 14 anos, o marido dela morreu vítima de acidente no mesmo local. “Estamos todos tristes e arrasados. Passou da hora de o governo fazer alguma coisa”. A auxiliar de contabilidade Carla Fonseca disse que a dor era muito grande. “São pessoas que cresceram juntas. Não temos palavras para consolar os parentes. Antes de uma cidade, somos uma família. Todos se conhecem e convivem juntos”.
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