Jaqueline


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Jaqueline Pereira Pinho era professora de educação física na Escola Estadual “Henriqueta Rivera Miranda” e funcionária do projeto Navega São Paulo, desenvolvido na praia artificial de Rifaina. Vaidosa, gostava de cantar, dançar e de ser fotografada fazendo poses de modelo. Chamava a atenção pela beleza. Após um namoro de quase cinco anos com o investigador Érick Borba, ficaria noiva neste sábado. A festa estava marcada para as 20 horas. Pretendiam se casar no ano que vem. Por causa do noivado, a família estava em festa e passou a noite cuidando dos preparativos. “A gente já estava preparando as coisas para o almoço para receber a mãe dele, a família”, contou Daédina Pereira Pinho, mãe da vítima. Depois de trabalhar na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, o policial, noivo de Jaqueline, pediu transferência para São Paulo. Estava vindo com os familiares para a cerimônia festiva. Ansiosa, Jaqueline acordou às 5h30. Levantou e, pela primeira vez na vida, fez um café para o pai. Ele brincou com a novidade e disse: “É bom mesmo você ir treinando”. Por volta das 6h15, embarcou na Kombi com destino a Franca. “Minha filha estava feliz demais. Iria a Franca para comprar algumas coisas para ela, do noivado, umas coisas para decoração. Também pretendia comprar uma roupa nova”, contou a mãe. Ao sair, ela falou para a mãe que estava muito cansada, mas que voltaria logo. Tinha que trabalhar. “Ainda pedi para ela não ir, mas ela falou que precisava. Ofereci alguma coisa para comer, mas ela não quis temendo que fosse passar mal. Depois, tomou uma xícara de café e saiu”. O noivado, a alegria da família e os planos de se casar foram destruídos pelo caminhão desgovernado.

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