Sindicato dos Sapateiros realiza assembléia e acena com greve


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DIA DE DECISÃO - Assembléia dos sapateiros realizada no último dia 21: definição sobre reajuste sai hoje
DIA DE DECISÃO - Assembléia dos sapateiros realizada no último dia 21: definição sobre reajuste sai hoje
O Sindicato dos Sapateiros realiza hoje, às 17h30, em frente sua sede, uma assembléia geral com os trabalhadores para decidir sobre a proposta feita pelos industriais. A categoria reivindica 9% de aumento e piso de R$ 540. Os empresários oferecem 6,5% e um piso de R$ 520. Na primeira assembléia, realizada no último dia 21, a rejeição foi praticamente unânime. A expectativa da entidade é que entre duas e três mil pessoas compareçam ao encontro. Segundo o presidente do sindicato, Paulo Afonso Ribeiro, os funcionários não deverão abrir mão de mais nada do que é reivindicado. No início das negociações, o reajuste pedido era de 15%. “Estamos buscando o meio-termo e pelas informações que temos das empresas acho possível. Condições para isso elas têm”, disse. O diretor do sindicato, Sebastião Ronaldo de Oliveira, disse ainda que os sapateiros estão em estado de greve desde a última assembléia e que a ausência de acordo pode resultar em paralisações a partir da próxima semana. “Vamos entrar amanhã (hoje) com o dissídio e nossa pauta de reivindicações no Tribunal Regional do Trabalho. A partir daí, vamos negociar individualmente com quem estiver disposto a aceitar”. Nos outros itens da pauta, houve acordo. Os empregados receberão 130 horas a título de participação nos lucros - 50 no pagamento de abril e o restante até o fim do ano - e um abono escolar de R$ 140. EMPRESÁRIOS O presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Franca), Jorge Donadelli, afirma que os empresários também endureceram e não estão dispostos a ceder. Segundo ele, na última assembléia patronal, o único avanço foi no índice de reajuste, de 6% para 6,5%. “Eles me trancaram nos 6,5% e não tem como eu sair”, disse. Para Donadelli, o desencontro de propostas faz parte da rotina de negociação. “Todo ano tem esse impasse. Os caras falam que não aceitam descer e os empresários não sobem. Vamos ver se o sindicato de lá dá uma melhoradinha. Até o último momento pode sair novidade”, afirmou.

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