Um dos mais importantes fios condutores do desenvolvimento na zona rural é a oferta de energia elétrica, com qualidade, disponibilidade e tarifas justas. Esse tripé contribui para o incremento da produção agrícola e expansão da pecuária.
A tarifa rural de energia elétrica é um incentivo no sentido de viabilizar negócios no campo e deve favorecer proprietários de imóveis que mantêm algum tipo de atividade produtiva. No entanto, observa-se que proprietários de imóveis não produtivos, localizados na zona rural, também vêm usufruindo da tarifa especial de eletricidade por estarem classificados inadequadamente. Tratam-se, muitas vezes, de chácaras utilizadas para lazer, que contam com tarifa mais barata pelo simples fato de estarem localizadas fora da área urbana. Essa realidade reflete na conta de energia dos demais consumidores (residencial, comercial, industrial), em função do rateio da diferença existente entre a tarifa especial e as tarifas cobradas das demais classes. Qual solução adotar para evitar que os demais consumidores de energia não paguem pelo desconto recebido por consumidores rurais improdutivos?
A CPFL Paulista iniciou, a partir dessa realidade, um movimento para identificar e recadastrar clientes que desfrutam de tarifas de eletricidade mais atrativas. A iniciativa, longe de punir clientes classificados inadequadamente, visa garantir tarifa especial àqueles que efetivamente estão ligados a atividades agropecuárias ou agrícolas. No final de 2007, a distribuidora iniciou um processo de recadastramento de seus clientes localizados em áreas rurais. Solicitou e recolheu documentos para comprovação de conformidade na classificação rural. A medida, garantida por resolução da agência reguladora do setor elétrico - a Aneel, irá contribuir para que tarifas mais justas sejam aplicadas também aos demais tipos de consumidores, garantindo o direito ao benefício para os consumidores rurais de eletricidade realmente produtivos.
Entre as ações que a CPFL Paulista implementa no campo destacam-se programas para expansão do acesso à energia elétrica, como é o caso do “Luz para Todos”, responsável por levar eletricidade a 5.695 propriedades rurais, com a instalação de 8.674 postes e 1.758 transformadores, gratuitamente. Ainda em regiões rurais, a concessionária prevê a incorporação de 30 mil quilômetros de redes particulares, até 2011, passando a ser responsável pela manutenção da infra-estrutura e fornecimento de energia aos seus antigos proprietários.
O desafio de identificar e classificar corretamente todos os clientes imprime mais justiça na relação entre a concessionária e seu mercado e sinaliza para a sociedade a seriedade de um trabalho que interfere diretamente no aumento da nossa produção agrícola, e mostra os resultados quando se age com responsabilidade social e preocupação com as comunidades que se relacionam com a empresa.
AMLETO LANDUCCI JR. é diretor comercial de Varejo da CPFL Paulista
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