FDF: 50 anos de história e pronta para novos desafios


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No dia 28 de março de 1958, o então deputado Ulysses Guimarães ministrava aula inaugural na FDF (Faculdade de Direito de Franca). Talvez, na época, não imaginava que, meio século depois, a instituição estivesse figurando entre as dez melhores do Estado de São Paulo e classificada pela Ordem dos Advogados do Brasil entre as 87 - das 1,2 mil do País - que mais aprovam no exame da Ordem. Com a repercussão positiva de qualidade de ensino, a faculdade, mesmo com sua aparência anacrônica, é hoje referência para estudantes de toda a região. Para se ter uma idéia, dos 1,4 mil alunos que estudam na unidade, metade vem de fora. Para o diretor, Euclides Celso Berardo, isso é um reflexo de que a FDF chega aos seus 50 anos revigorada, em sintonia com a evolução do ensino e pronta para novos desafios. Um desses desafios é ampliar sua estrutura física com a instalação de uma nova área administrativa e quadra de esportes. O pontapé inicial para a ampliação já foi dado. A faculdade, que é uma autarquia municipal, desapropriou cinco imóveis próximos ao prédio onde funciona e pretende comprar outros três para a construção da quadra de esportes que, segundo ele, é uma velha aspiração dos alunos. “Enviamos um pedido de projeto de lei para a Câmara Municipal e pretendemos abrir um crédito especial para a desapropriação desses imóveis”, disse Berardo, sem definir um prazo para o início da construção. Os planos de expansão da faculdade não se restringem, porém, à estrutura física. Uma das metas é oferecer o curso de mestrado. Algumas iniciativas para a implementação do curso estão em andamento. Uma delas é o desenvolvimento de pesquisas científicas pelos alunos e o lançamento de uma revista jurídica eletrônica, previsto para o mês abril. “Depois de demonstrar nossa produção acadêmica teremos condições de pleitear um convênio com o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e postular, a médio prazo, o mestrado”, disse Berardo. A contar pela evolução da faculdade em cinco décadas, a tendência da unidade é continuar em ritmo de crescimento. Quando foi inaugurada, a FDF tinha apenas 50 alunos. Hoje são 1,4 mil. A tímida biblioteca da época, que contava com poucos livros, boa parte emprestada pelos professores, hoje conta com um acervo de mais de 40 mil exemplares. Por bons longos anos de existência, o vestibular foi um dos mais concorridos. Talvez a expansão dos cursos superiores e do número de faculdades fez com que a concorrência diminuísse, o que, segundo Berardo, não deixou o vestibular menos rigoroso. Na opinião do presidente do DA (Diretório Acadêmico da FDF), Mário Henrique Eulálio, os alunos estão satisfeitos com a qualidade do curso. “Temos uma discussão interna com a direção da faculdade sobre as mudanças que devem ser feitas, mas, de um modo geral, os trabalhos têm nos agradado. A ampliação, acredito, vai melhorar ainda mais, disse Henrique. COMEMORAÇÕES Para comemorar seus 50 anos, a direção da FDF programou uma série de atividades para esta e as próximas semanas. O ponto alto das festividades acontece hoje, às 20 horas, com a homenagem ao professor Alfredo Palermo, um dos primeiros diretores da faculdade (leia mais ao lado). Antes, pela manhã, o advogado Antônio Mendes - ex-aluno da 2ª turma da FDF (1963) e sócio sênior do escritório Pinheiro Neto Advogados, de São Paulo - ministrará palestra para alunos e profissionais da área de Direito. Na segunda-feira, 31, tem início a 36ª Semana Jurídica da FDF e, a partir do dia 7 de abril, será dada a largada para os cursos de extensão universitária.

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