Do sonho de um grupo de advogados recém-formados e de jovens que queriam cursar Direito, surgiu a Faculdade de Direito de Franca. Ela foi criada por lei municipal sancionada pelo então prefeito da época Onofre Gosuen, e teve decreto federal de autorização para funcionar assinado pelo presidente Juscelino Kubitschek, o JK.
A primeira aula da FDF foi realizada no dia 28 de março de 1958, e contou com a presença do deputado federal Ulysses Guimarães, que foi paraninfo da 1ª turma. JK foi paraninfo da 2ª turma, mas não chegou a vir à cidade. Quando a FDF foi inaugurada, havia apenas dez cursos jurídicos no Estado de São Paulo. Hoje esse número é vinte vezes maior. Nos seus primeiros anos, a instituição funcionou de maneira provisória no prédio da Fundação Pestalozzi.
Chegou a ocupar ainda o prédio do Instituto de Educação “Torquato Caleiro” (IETC) e as salas da Escola Estadual “Homero Alves”. As aulas aconteciam apenas no período noturno.
Anos depois, entre 1966 e 1968, o prefeito Hélio Palermo, ex-aluno da 1ª turma, edificou o prédio que, desde 1969, é ocupado pela FDF. Já em instalações próprias, era hora de começar a crescer. Em 1994 a faculdade iniciou o curso diurno, com 75 vagas. No ano seguinte, já eram 130 vagas - totalizando 280.
Ao longo dos seus 50 anos, a FDF foi construindo seu caminho. Cresceu e formou mais de 5 mil alunos. Boa parte deles atua hoje na Magistratura, Ministério Público, nas Procuradorias estaduais e municipais e também na carreira policial. “Outros aventuraram-se na política, elegeram-se vereadores, prefeitos, deputados. E muitos começaram a advogar e foram ganhando notoriedade”, disse Euclides Celso Berardo, diretor da FDF, sem citar nomes. “Temos excelentes profissionais do meio jurídico que cursaram a faculdade, não dá para apontar um, são muitos...”, esquivou-se.
Berardo, que foi procurador do Estado, juiz em Franca e professor por mais de 20 anos na FDF, integra a lista dos ex-alunos da faculdade.
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