Casa e alimentação estão entre os itens que mais absorvem o dinheiro do francano. Por ano, é gasto na cidade mais de R$ 1,3 bilhão com a manutenção do lar e alimentação em casa e em restaurantes ou barzinhos. Somente as despesas com o lar, que incluem parcelas do financiamento da casa própria, reformas no imóvel, consertos ou compra de móveis e aparelhos domésticos e pagamento de aluguel e demais impostos, as famílias da cidade gastaram no ano passado mais de R$ 870 milhões, o que corresponde a um quarto do consumo total da cidade.
Em segundo lugar na lista de maiores gastos, aparecem as despesas com comida, que respondem por 14,2% do orçamento dos francanos.
Para o economista Hélio Braga Filho, diretor do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, os resultados do consumo francano são reflexo de uma cultura que preza pelo lar.
“Os brasileiros, em especial, os francanos, associam a aquisição ou manutenção de um imóvel com um maior bem-estar. Conforme a renda aumenta, as pessoas buscam fazer melhorias no imóvel, equipá-lo, deixá-lo mais aconchegante”.
No que se refere à alimentação, segundo o economista, o cenário reflete o retrato do Brasil. “As pessoas têm buscado mais comodidade, praticidade e economia de tempo por isso preferem fazer as refeições fora de casa”. Os gastos dos francanos com restaurantes e bares subiram 16,3% em um ano e já são de R$ 134 milhões anuais.
A dona de casa Marta Maria Bandin de Castro, 36, é um exemplo. Junto com a família de quatro pessoas, ela procura se alimentar fora de casa pelo menos duas vezes na semana. “Saímos para comer um lanche ou pizza, principalmente no fim de semana, mas nem sempre foi assim. Antes, isso era mais raro”. Para ela, a busca por praticidade e a melhora da renda foram determinantes para que a família passasse a comer fora de casa. “A renda tem ajudado e a cada saída gastamos, em média, R$ 20 por pessoa”.
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