Juntos, os mais de 330 mil moradores da cidade gastaram R$ 3,3 bilhões no ano passado com manutenção do lar, educação, saúde e alimentação e outros 17 itens. Uma média de R$ 9,9 mil por francano, o que coloca a cidade entre as 20 maiores consumidoras do Estado de São Paulo. Os dados são da Target Marketing, uma das mais conceituadas empresas de pesquisas de mercado do Brasil.
Para calcular quanto o francano consome por mês, a Target usa uma conta complexa que envolve o percentual do PIB (Produto Interno Bruto) que fica no município e a quantidade de domicílios por classe econômica. O estudo ainda leva em consideração o cruzamento de dados secundários da Fundação Getúlio Vargas, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e de secretarias estaduais. Os cálculos são estatísticos.
Além de figurar entre os vinte maiores do Estado (é o 19º), o poder de consumo em Franca supera o de cinco capitais do Norte e Nordeste, Porto Velho (RO), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Palmas (TO) e Boa Vista (RR), e vem crescendo. Em um ano, saltou de R$ 8,7 mil anuais por habitante, para os atuais R$ 9,9 mil, um aumento de 13,8%. Para se ter idéia do que isso representa, seria o mesmo que dizer que, por mês, em 2006, um francano gastava R$ 725. No ano seguinte, esse valor chegou a R$ 828.
Para Marcos Pazzini, diretor da Target e coordenador da pesquisa, a principal utilidade de se calcular o quanto uma cidade é capaz de consumir é nortear futuros investimentos. “Quem está montando um plano de negócio e vê que o consumo de uma cidade é crescente, vai incluir essa informação e considerá-la importante no momento de decidir abrir ou não um novo empreendimento”.
Daltro Oliveira de Carvalho, economista com mestrado em Gestão Empresarial, acredita que o poder de consumo em Franca tem melhorado em função de três fatores: valorização do salário, estabilidade econômica e busca incessante pelo bem-estar. “O francano está com o mesmo nível de salário, mas tem conseguido comprar mais itens. Além disso, ele busca cada vez mais melhorar sua qualidade de vida. Isso é muito bom para a cidade, pois esse dinheiro tem ficado aqui”.
Carvalho destaca os novos investimentos em empreendimentos imobiliários como prova desse poder de consumo. “O crescimento normal e contínuo do consumo da cidade favorece novos investimentos. Ninguém investe numa cidade sem perspectiva de retorno”.
Pela pesquisa, os maiores gastos do francano estão ligados à manutenção do lar, seguido de alimentação no domicílio e gastos com veículo próprio (confira tabela nesta página). Na comparação de 2006 com 2007 houve aumento nas despesas com alimentação fora do domicílio e recreação e cultura.
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