Vinte e dois dias de espera, e o vigia Roberto Menino, 35, recebeu do governo do Estado o medicamento Avastin, utilizado na quimioterapia, mas não disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Para conseguir o remédio, que custa R$ 36,9 mil, ele recorreu à Justiça e obteve liminar que ordenava a liberação. Como o Estado demorou para fazer a entrega do medicamento, Roberto, preocupado com a evolução da doença, pediu ajuda à Rádio Difusora e ao jornal Comércio da Franca.
A matéria que expôs a situação de Roberto foi publicada no dia 19 de março, quinta-feira. Seis dias depois, na segunda-feira, 25, o vigia fazia a primeira sessão de quimioterapia do ano com o medicamento fornecido pelo Estado. “Ele está muito feliz, animado e passa bem”, disse Elessandra Damasceno, mulher de Roberto. Segundo Elessandra, o Estado enviou duas ampolas que permitirão o tratamento de quimioterapia por dois meses (uma sessão a cada 15 dias).
Quando o medicamento acabar, Roberto terá de comunicar o DRS-8 (Departamento Regional de Saúde) quinze dias antes de passar por uma nova sessão. “Nos garantiram que ele irá receber sempre o remédio”, disse Elessandra.
Roberto descobriu um câncer no intestino em 2006. No mesmo ano, no mês de abril, ele passou por cirurgia. Até dezembro de 2007, o vigia fazia normalmente o tratamento de quimioterapia no Hospital do Câncer de Franca, com o medicamento disponibilizado pelo SUS. Por conta de uma reação alérgica, o médico precisou suspender os medicamentos e o único capaz de bloquear a evolução da doença seria o Avastin.
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