Uma reclamação é registrada a cada 15 minutos no Procon


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Na foto, o vendedor Rodrigo Gonçalves e seu carro, que foi reformado e colocado a venda após uma colisão. Depois de recorrer ao Procon ele será reembolsado
Na foto, o vendedor Rodrigo Gonçalves e seu carro, que foi reformado e colocado a venda após uma colisão. Depois de recorrer ao Procon ele será reembolsado
A cada quinze minutos uma nova reclamação é registrada no Procon (órgão de proteção ao consumidor) de Franca. A maioria se refere a produtos adquiridos com defeitos ou cuja assistência técnica e garantia não funcionam, a serviços mal prestados (telefonia, água e luz) e erros em financeiras (bancos e operadoras de crédito). Por dia, o órgão chega a registrar 89 reclamações. Elas correspondem a mais de 90% dos atendimentos prestados na cidade. Para o coordenador do Procon, José Antônio Ribeiro Guimarães, o alto número de queixas é resultado da conscientização do consumidor. “As pessoas estão cada vez mais cientes de seus direitos. O Procon se popularizou. Sem contar as nossas instalações que também vêm sendo adaptadas para melhor atender a todos”. Outro fator para explicar o crescente número de reclamações é que o consumo também subiu. De acordo com os dados da Target Marketing, uma empresa especializada em pesquisa de mercado, em 2006 os francanos consumiram juntos cerca de R$ 2,8 bilhões. Este ano, o valor total subiu para R$ 3,3 bi. “Comprando mais, é claro que as reclamações também crescem”. Entre os casos mais comumente registrados pelo órgão de defesa, estão: a recusa das empresas em trocar ou consertar aparelhos eletrônicos que apresentam problemas de funcionamento, os termos abusivos em acordo para renegociar dívidas em bancos e a venda de carro com multas, documentos atrasados e sem garantia também. Foi o que aconteceu com o vendedor Rodrigo Gonçalves, 25. Ele comprou um automóvel financiado e, quando foi fazer o seguro, descobriu que o veículo, aparentemente conservado, não passava de um ferro-velho. “Me falaram que o carro tinha dado perda total. Como o dono do estacionamento no qual compramos o veículos não quis devolver nosso dinheiro, procuramos um advogado que nos orientou a procurar o Procon”, disse Cynthia Martins, 21, esposa de Rodrigo. O casal, que pagou R$ 16,5 mil pelo carro, conseguiu, por meio do órgão de defesa, convencer o estacionamento a trocar o carro com defeito por outro intacto. “Temos que encontrar um carro do mesmo ano para trocar. Agora é só ter paciência”. Sempre que uma reclamação é validada, o Procon emite uma notificação para a empresa, que tem dez dias para atender ao que determina a lei. Caso ela continue se recusando, é intimada para uma audiência no próprio Procon. “A idéia é que as partes cheguem a um acordo. Quando isso não acontece, encaminhamos o caso para a Justiça”, disse José Antônio. Segundo ele, apenas dez em cada cem atendimentos acabam sem solução amigável.

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