A prefeitura prometeu apurar a conduta da funerária, mas ela também falhou no episódio. Pelo visto, apenas os jardineiros parecem ser inocentes na história. No prédio desativado dentro do Cemitério Santo Agostinho, funcionavam o IML (para examinar vítimas de morte violenta) e o SVO (Serviço de Verificação de Óbitos), que é de responsabilidade da administração municipal e tem a finalidade de apurar mortes de causas naturais.
Como ainda não foi firmado um convênio entre Prefeitura e o Estado para os dois serviços serem realizados nas mesmas instalações do novo IML, o SVO simplesmente deixou de existir. Nada foi feito para atender às ocorrências do tipo.
Apesar de ainda abrigar a geladeira, uma mesa para autópsia e outros objetos jogados, o prédio está sujo e com sinais de abandono. Ontem, não havia água nas torneiras.
Normalmente, as liberações de corpos de vítimas de mortes naturais em Franca são feitas nas próprias salas de preparação das funerárias locais. Como a São Mateus não dispõe da estrutura, teve de levar o cadáver ontem para o local onde, em tese, deveria estar funcionando o SVO.
A Prefeitura informou que deverá enviar, na próxima semana, o projeto para a Câmara apreciar o convênio com o Estado. Até lá, o antigo SVO deve passar por uma maquiagem para fazer os exames, com os jardineiros sendo desalojados.
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