O feriado prolongado da Semana Santa foi tranqüilo e terminou sem mortes nas rodovias estaduais que cortam a região de Franca. De quinta-feira a domingo, a Polícia Rodoviária registrou apenas sete acidentes. Foram duas vítimas leves. Em todo o Estado, o número de mortes nas estradas caiu 25%. Foram 933 acidentes, 525 feridos e 27 mortos.
Comparando-se com o mesmo feriado do ano passado, a queda no número de acidentes em Franca foi de 50%. Em 2007, também não foram registradas ocorrências com vítimas fatais nas rodovias estaduais, mas quatro pessoas de uma mesma família morreram em desastre na vicinal João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG).
A polícia atribui as quedas nos acidentes deste feriadão à fiscalização mais dura contra problemas constatados em operações anteriores, como consumo de álcool por motoristas, a imprudência de motociclistas e as infrações cometidas com o veículo em movimento. “Além da redução significativa no número de acidentes, também tivemos uma quantidade baixa de infrações na nossa área. Foram lavradas 102 multas, recolhidos oito veículos e apreendidas cinco CNHs”, disse o tenente Cláudio Ferreira da Silva, comandante da Polícia Rodoviária.
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BATIDA FRONTAL
No início da noite de ontem, por pouco uma colisão frontal não termina em tragédia na Rodovia Cândido Portinari, proximidades do Country Clube. A batida entre um Opala Diplomata e um Gol deixou cinco feridos. Os dois carros ficaram destruídos. O acidente aconteceu às 19 horas num trecho de pista simples e malconservado.
Estava escuro e o movimento era intenso. O frentista Clinger Mendonça, 19, seguia com o Opala no sentido Cristais Paulista/Franca e levava três amigos como passageiros. Na mão inversa, trafegava um Gol com três ocupantes, entre eles, uma criança de 3 anos. “Fui fazer uma ultrapassagem e o pneu estourou. Tentei puxar para o lado, mas não deu para evitar a colisão. Acabamos batendo de frente”, contou Clinger. “O cara entrou de uma vez e veio para cima de mim. Ele estava ultrapassando feito um louco”, rebateu José Aparecido Mendes de Souza, que estava no Gol com a mulher e a neta. Ele sofreu apenas escoriações, enquanto as mulheres escaparam ilesas.
O Opala foi parar no acostamento e teve um princípio de incêndio. Outros motoristas que passavam pela rodovia conseguiram apagar as chamas, evitando que o desfecho do acidente fosse trágico. Todos os ocupantes do carro se machucaram. “Um dos passageiros sofreu ferimentos mais graves. Ele foi imobilizado e conduzido à Santa Casa. Foi uma pancada muito forte mesmo. Os danos nos veículos foram de grande monta e, por sorte, não houve vítima fatal”, disse o sargento Ismael, do Corpo de Bombeiros.
Devido à violência do impacto, o Gol ficou atravessado na pista e a Polícia Rodoviária teve trabalho para sinalizar o local e evitar que outros acidentes acontecessem. As vítimas permaneciam internadas até o fechamento desta edição.
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