Governo do Estado lança ofensiva para acabar com o analfabetismo funcional


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REFORÇO - Maria Luiza Ramos Silva, estudante da 7ª série, mostra um jornal que vai servir de apoio nos estudos para alunos da rede pública estadual
REFORÇO - Maria Luiza Ramos Silva, estudante da 7ª série, mostra um jornal que vai servir de apoio nos estudos para alunos da rede pública estadual
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo quer acabar com o analfabetismo funcional (quando o aluno sabe ler mas é incapaz de interpretar textos ou resolver problemas matemáticos) nas escolas estaduais. Para isso, começou, neste ano, um programa inédito de avaliação dos alunos de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e do ensino médio. Desde fevereiro, 37 mil estudantes da região estão tendo aulas especiais para a revisão de matérias já vistas dentro da sala de aula. Em abril, passarão por uma prova. Quem não conseguir atingir a média de acerto será encaminhado para aulas de reforço. Até o ano passado, a recuperação era determinada pelo desempenho do aluno em sala de aula e feita em horário contrário ao período em que o estudante está matriculado. Não há números sobre o total de alunos que passaram pelo processo. A mudança no sistema de avaliação, segundo a Secretaria Estadual da Educação, tem como meta identificar o total de jovens com problemas de aprendizagem e, a partir deste diagnóstico, desenvolver ações mais personalizadas para corrigir eventuais déficits de conhecimento. No novo modelo de recuperação, os alunos que não alcançarem a média serão direcionados para salas de reforço com até 20 estudantes. As aulas acontecerão aos sábados e, se necessário, no horário contrário ao da aula. A recuperação será ministrada pelos professores que já trabalham na escola. Para isso, todos passarão por cursos de capacitação. As aulas de reforço devem começar ainda em abril. Para acompanhar a evolução de cada estudante, uma segunda avaliação está prevista para o mês de maio e outra para junho. Se o resultado ruim persistir, as aulas de reforço seguem até o mês de julho com mais uma prova. Além de focar o conteúdo da série anterior, os docentes trabalharão também as matérias ministradas neste ano letivo. Para a dirigente da Diretoria Regional de Ensino de Franca e Região, Ivani Marchesi, o novo método adotado pelo Estado deve melhorar a qualidade do ensino oferecido na rede pública. “Esse trabalho é muito interessante e tenho certeza de que conseguiremos grandes avanços”. Sobre o desempenho da região, Ivani Marchesi se diz confiante. “Não acredito que nossos alunos ficarão mal colocados”.

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