Buracos infernizam moradores do Ana Dorothéia


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BURACO E TERRA - A aposentada Conceição Avelar Fernandes caminha em frente sua casa no Jardim Ana Dorothéia. Rua Octávio Santiago é uma das que estão repletas de buracos
BURACO E TERRA - A aposentada Conceição Avelar Fernandes caminha em frente sua casa no Jardim Ana Dorothéia. Rua Octávio Santiago é uma das que estão repletas de buracos
Carros quebrados, dificuldade para trafegar, crianças trancadas em casa e perigo de se machucar. Essas são as principais reclamações dos moradores do Residencial Ana Dorothéia. Por incrível que pareça, todas têm um único motivo: os intermináveis buracos nas ruas sem asfalto. A população do bairro tenta se livrar dos buracos jogando entulhos de construção, mas não adianta. A cada chuva, a enxurrada leva os materiais e as “minicrateras” ressurgem. Isso ocorre porque o bairro não tem galerias pluviais e a força da água das chuvas destrói tudo o que encontra. A situação tem irritado os moradores, que se dizem cansados de reclamar. “Isso virou uma novela. Entra ano e sai ano enfrentamos os mesmos problemas com a falta do asfalto. A lama, o pó e os buracos estão quase nos vencendo”, disse o aposentado Carlos Aparecido Castro, morador no bairro há 6 anos. O Residencial Ana Dorothéia tem mais de dez anos e conta com 945 lotes, a maioria deles com construções prontas ou iniciadas. A reclamação quanto aos buracos é antiga. Nos últimos dois anos, pelo menos cinco matérias do Comércio registraram as queixas da população. A maior dificuldade, segundo os próprios moradores, é que nem todos estão dispostos a solucionar o problema. Carlos Aparecido disse que assinou três vezes a adesão ao asfalto, porém, apenas 50% dos moradores tiveram a mesma atitude. “Para conseguirmos o asfalto precisamos da adesão de 80% dos moradores. Tá difícil”. O empresário Alexandre Henrique Borges também assinou o convênio de pavimentação. Ele acredita que a chegada do asfalto será um alívio para seu bolso, já que por conta dos buracos, seu carro vive quebrando. Nesta semana, foi a suspensão. “Não há automóvel que resista”, reclama. Os buracos são um tormento até para quem não tem veículo, como a aposentada Conceição Avelar Fernandes. Para ela, eles representam perigo. “Caí em frente minha casa e machuquei o joelho. Isso é uma vergonha. A população e a Prefeitura precisam se unir para resolver o problema”. O neto de Conceição, de 8 anos, também reclama que não anda de bicicleta porque tem medo de cair. Sem poder jogar bola na rua ou andar de bicicleta, a opção é brincar na calçada ou na garagem. Procurado pelo Comércio para falar sobre a pavimentação do Ana Dorothéia, o presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues, não foi encontrado. Ele não estava na empresa e não retornou aos recados deixados com a secretária. Seu telefone celular estava desligado.

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