Deficientes ganham ônibus especiais


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Portadores de deficiência física terão acesso mais fácil ao transporte público de Franca. Cinco ônibus adaptados, com uma espécie de elevador para possibilitar a entrada da cadeira de rodas, começam a circular até o fim da semana. Os veículos foram apresentados à população em uma cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira em frente ao Paço Municipal. Quatro ônibus serão usados para o transporte de passageiros das linhas Circular I e Circular II, no horário normal de atendimento, das 5h40 às 23h40. O quinto veículo ficará na reserva para substituir um dos outros quatro quando este vier a apresentar problemas. Para transportar deficientes que utilizam cadeiras de roda ou têm dificuldade de subir degraus, os veículos novos possuem um sistema que funciona como um elevador. Por meio de um controle manual, o cobrador faz o equipamento se abaixar e encaixar na sarjeta. Após o cadeirante estar posicionado e com a trava da cadeira acionada, a estrutura eleva a cadeira e a coloca no nível do piso do ônibus, possibilitando ao cadeirante a acomodação em um espaço próprio que conta com cinto de segurança. O sócio-diretor da empresa Atual, responsável pelo transporte coletivo nas linhas circulares, Belarmino Marta Júnior, disse que a quantidade de ônibus e de linhas, em um primeiro momento, é suficiente para atender à demanda, mas pode aumentar. Para o bom atendimento, Belarmino pede a cooperação dos motoristas de carros para que evitem parar próximo aos pontos, já que os ônibus terão de se aproximar da sarjeta para acionar o elevador. A circulação dos ônibus já estava prevista no contrato de concessão assinado ainda na administração Gilmar Dominici (PT), como explica o atual prefeito Sidnei Rocha. “Um dia, lendo o contrato, eu verifiquei que existia esta exigência. Comunicamos a empresa que, se o contrato original exigia, ela teria que fazer o mais rápido possível e ela fez”. Para a presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Franca e região, Vilma Iara de Morais Pereira, a iniciativa é válida, mas uma única vaga de cadeirante para cada ônibus pode vir a ser pouco. “O problema vai ser só se já tiver um cadeirante no ônibus e o que estiver no ponto tiver que esperar”.

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