A Avenida Dr. Hélio Palermo foi palco, ontem à noite, de um grave acidente de trânsito. Um Fiat Prêmio colidiu violentamente contra um muro, próximo ao prédio em que funcionou a empresa Pé de Ferro. O veículo era dirigido por Cleodimar Leite da Silva, 25, morador no Jardim São Francisco, pela via, sentido Centro-bairro. O motorista tinha a companhia de um amigo, o sapateiro Everton Rodrigues da Silva, 25 anos. Próximo à rotatória de acesso à Avenida Adhemar de Barros, ele perdeu o controle sobre o veículo que se espatifou em um muro.
Com o impacto, a parte frontal do automóvel ficou totalmente destruída. O motorista sofreu lesões leves, foi socorrido e passa bem. Já Everton não teve a mesma sorte. Os bombeiros tiveram dificuldades para retirá-lo das ferragens. Com fraturas múltiplas, ele deu entrada com vida na Santa Casa de Franca, local em que morreu no início desta madrugada.
O desastre aconteceu por volta das 22h20. Com a colisão, o lado do passageiro ficou totalmente destruído. A roda dianteira juntou-se ao banco e o vidro do pára-brisa se soltou por inteiro. Estilhaços foram encontrados há 50 metros do local. Bonés e tênis que os rapazes usavam ficaram caídos fora do veículo.
Familiares de Everton Rodrigues foram ao local do desastre e ficaram chocados. Uma tia de Everton saiu desesperada, chorando e mal conseguia conversar. Na Santa Casa, quarenta minutos após o acidente, outros familiares de Everton aguardavam notícias do seu estado de saúde. Tristes, não quiseram conversar. A namorada do sapateiro disse que ele estava voltando para casa em que mora, no Jardim Paulistano. Ele e o amigo estariam num posto de combustíveis. Segundo ela, eles sempre saíam juntos. A Polícia Civil investigará as causas do acidente. Há suspeitas de que o veículo desenvolvia velocidade acima da permitida na via e que os rapazes tenham ingerido bebida alcóolica. Um buraco na avenida também pode ter causado o acidente. A vala é resultado de consertos feitos pela Sabesp na rede de água. “Acredito que se não fosse esse buraco, o motorista não teria perdido o controle da direção. Ele corria um pouco sim, mas acho que dava para desviar do muro”, disse uma vizinha.
Colaborou Marieta Wenceslau
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