Cinco minutos. Essa foi a duração da queima do Judas que aconteceu ontem na porta do Clube dos Bagres, na Estação. O evento organizado pelo aposentado Tomás Tardivo, 80, completou 52 anos de existência e reuniu próximo de 50 pessoas.
O boneco que remetia aos políticos corruptos de Brasília foi detonado por quase cem bombas misturadas a capim e cobertas por roupas, máscara e adereços. A confecção demorou seis dias. Além do Judas “malhado”, sustentado numa armação de madeira, Tardivo confeccionou outros quatro bonecos (Lula, José Dirceu, Renan Caleiros e Heloísa Helena) que compuseram o cenário. “Faço para manter a tradição e atrair as crianças. Comecei em 1956 com a ajuda de alguns amigos e não penso em parar”.
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