Saúde pública: ninguém conhece as representantes do Estado em Franca


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Você conhece Adriana Ruzene, Vera Lúcia Bueno e Kátia Lippi? Não? Não se preocupe, pois quase ninguém em Franca, onde moram há três meses, conhece. Nem mesmo em Ribeirão Preto, última cidade que trabalharam antes de chegar por aqui, elas parecem ser muito populares. Para quem não sabe, elas são responsáveis pela DRS-8 (Diretoria Regional de Saúde) que coordena o atendimento a mais de 600 mil pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em Franca e região. Adriana, que é formada em administração de empresas, é a diretora do órgão. As outras duas - ambas psicólogas - são suas auxiliares. São cargos importantes, que podem determinar o atendimento, a transferência ou a negativa de algum procedimento médico. Em suma, têm poder para decidir sobre a vida ou morte milhares de pessoas. Uma busca pelo site de busca Google revela que a afirmação de que ninguém as conhece não é exagerada. A começar por Adriana. Encontram-se menos de dez resultados na busca por seu nome, alguns repetidos. Um deles, curioso: Adriana compôs a Comissão de Festividades dos Jogos Florais de Ribeirão em 2006. Não são encontrados resultados que remetam imediatamente a Vera Lúcia nem a Kátia. Em contatos feitos com meios de comunicação, Secretaria de Saúde e assessoria de imprensa em Ribeirão, as respostas convergiram para o mesmo lado: “não conheço elas não”. Na DRS daquela cidade, enfim, uma funcionária afirmou que sabe de quem se tratam. Não todas. Somente Adriana e Vera Lúcia. Kátia, não. Disse que foram transferidas para Franca, o que já sabemos, e que não poderia falar mais nada. Elas mesmas não falam. Dizem que não são autorizadas a conversar com a imprensa. Quem pode falar, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, as define como “funcionárias com ampla experiência administrativa, com até 18 anos atuando no serviço público e absolutamente competentes”. Mas não respondeu a outros questionamentos: elas têm experiência em gerenciar um departamento tão importante? Elas têm alguma experiência com a gestão da saúde pública? Conhecem o perfil do SUS em Franca e região? Uma fonte ligada à Secretaria Municipal de Saúde diz que a resposta é não. Afirma, ainda, que a relação entre as três, principalmente Adriana, e o secretário Alexandre Ferreira é péssima e que ele questiona abertamente sua competência. Outros “admiradores” do trio dizem que só estão em Franca por indicação política do deputado estadual ribeirão-pretano Baleia Rossi (PMDB). Outros, ligam a contratação a outro deputado de lá, Rafael Silva, do PSB. A reportagem não conseguiu contato com os dois deputados e, por isso, tais informações não foram confirmadas.

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