Enquanto os jovens aumentam sua representatividade no mercado de trabalho, o total de idosos (com 65 anos ou mais) não ultrapassa 1% dos trabalhadores com carteira assinada. Em Franca, eles representam 0,53% do total, o que equivale a 361 idosos na ativa. A cidade é a 7ª no Estado de São Paulo no ranking das cidades com mais de 300 mil habitantes com mais idosos trabalhando. A líder é Guarujá, onde o índice representa 0,80%. A média estadual é de 0,66%.
Das 22 cidades apresentadas no levantamento da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), a maioria tem índices entre 0,50% a 0,80%. Já nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Itaquaquecetuba, Osasco, Sorocaba, Mauá e Diadema, a representação é inferior a 0,5%. Em Itaquaquecetuba, por exemplo, os idosos são 0,41% da mão-de-obra trabalhadora, ou seja, 126 dos 30.451 trabalhadores.
Na região, a situação não é muito diferente. Das dez cidades vizinhas, metade delas tem mais de 1% da mão-de-obra composta por idosos, enquanto a outra metade figura entre 0,62% e 0,82%. A maior porcentagem de idosos no mercado de trabalho está em Restinga, onde eles chegam a ser 2,65% do total de empregados registrados. Na lanterna, aparece Ribeirão Corrente, onde apenas 0,62% dos trabalhadores têm mais de 65 anos.
Para a empresária Raquel Santos Guillen, proprietária da RA Informática, os idosos perdem participação no mercado a partir do momento em que a busca é por pessoas dinâmicas e em constante atualização. “Os jovens são mais abertos para acompanhar as evoluções do mercado de trabalho. Ele está ligado às novidades”.
Na empresa de Raquel, a média de idade dos empregados é de 19 anos. “Antes, a preferência era por pessoas mais maduras, mas hoje o cenário inverteu. O empresário quer pessoas com espírito de descoberta e com maior facilidade para absolver as mudanças”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.