A trajetória descendente do dólar nos últimos meses fez com que o custo das viagens para o exterior também caísse. Com a moeda norte-americana oscilando na casa de R$ 1,74 durante esta semana, a procura por cidades como Buenos Aires, na Argentina, e Nova York, nos Estados Unidos, aumentou em até 50%.
A queda da moeda americana favoreceu diretamente as agências de turismo, que tiveram um aumento na procura por destinos fora do Brasil e ampliaram seus pacotes. A CVC, que chegou em Franca em setembro do ano passado, constatou que essa procura aumentou em 50%. “Quando o dólar estava mais caro, de cada dez contratos que eu fechava, quatro eram para o exterior. Hoje, de cada dez pacotes turísticos, seis são para fora do País”, disse a vendedora Júlia Avelar.
A queda do dólar também barateou o custo dos serviços em várias cidades americanas, fazendo com que, de restaurantes a viagens de trem e entradas em museus, o turista tenha maior poder de consumo.
Projeto impensável até pouco tempo atrás, uma viagem para a Big Apple agora pode ser paga em até 10 parcelas de R$ 232, para estadas a partir de três dias. Para quem for se aventurar por Nova Iorque nas próximas semanas, a boa notícia foi reclassificação da cidade no ranking dos destinos mais caros do mundo, passando de 7º lugar em 2006, para 18º no ano passado. Outros pacotes turísticos, como Orlando, na Flórida, cidade onde está a Disneylândia, também estão muito mais acessíveis.
DESTINO PREFERIDO
Enquanto os argentinos invadem o Nordeste e o Sul do Brasil nas férias, é cada vez mais freqüente o número de brasileiros que escolhem Buenos Aires para passear. Por menos de R$ 1 mil, já é possível passar um fim de semana na capital argentina, hospedado em hotel três estrelas, com direito a café da manhã e passeio turístico.
O bairrismo dos portenhos tem razão de ser. A capital argentina é uma cidade cosmopolita, elegante e bem cuidada, com muitos parques públicos tomados por pessoas de todas as idades.
Em bairros como Ricoleta ou Caminito, por exemplo, o visitante toma um choque de cultura, podendo percorrer a pé um roteiro de dezenas de livrarias e charmosos cafés.
Ao contrário do que pensam os brasileiros, os argentinos são educados, cultos e politizados. E adoram o Brasil.
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