Torresmo, pastel, calabresa acebolada, bolinhos, croquetes, salaminho, queijo, saladas e até lingüiça ardida. A julgar pelo cardápio, os botequins de Franca são de atiçar a gula. São tantas opções que fica difícil escolher o que provar primeiro. Acrescentam-se aos irresistíveis quitutes, uma boa cerveja gelada e um ambiente informal com mesinhas espalhadas pela calçada. A junção, ao que parece, tem feito sucesso na cidade e atraído jovens universitários, grupos de amigos, casais e famílias. Além das bebidas e petiscos, outra grande característica da identidade dos botequins é o happy hour. Depois de um dia estressante, a turma se reúne para tomar uma cervejinha e relaxar. Para muitos, uma parada quase que obrigatória. Nas noites sem baladas, também podem ser uma boa opção para conversar, beber e paquerar.
Com bons preços, decoração simples e atendimento sem frescuras, os botecos resistem aos bares modernos e não perdem a majestade, independente de onde estejam localizados.
Valdê Sobrinho, 62, proprietário de um desses redutos, o Skina 13, na Rua das Pracinhas, na Vila Marta (em direção à Unifran), diz que o sucesso do bar é reflexo da simplicidade do local e do ambiente familiar. “O bar tem oito anos de existência e acredito que chama a atenção pela culinária e pelo trabalho em família. Sou eu, meu irmão e meu sobrinho”.
Na Skina 13 do seu Valdê, em dias de intenso movimento, a garagem da casa vira uma extensão do bar. Os mais chegados fazem questão de cumprimentá-lo, como é o caso do representante comercial Gemerson de Castro. “Gosto do lugar devido ao atendimento mais próximo e também pelas amizades que a gente faz”.
Para os “botequeiros” de plantão, o lema é curtir o ambiente, comer as variadas porções e beber acompanhado dos amigos, jogando conversa fora. No bar do Careta, na Avenida Major Nicácio, é praticamente inaceitável não experimentar o famoso torresmo, que já virou marca da casa.
Próximo à Unesp (Universidade Estadual Paulista), na Rua Major Claudiano, no Centro, o bar Copo Sujo, do José Dias Primo, 70, e o bar do Fish se confundem em um só estabelecimento. No local é tradição ficar à vontade. Jovens de bermuda e chinelo são sempre bem vindos.
Agora, se a idéia for freqüentar um boteco mais recheado, o bar do Olávio, na Rua Marechal Caxias, no Centro, oferece quatro mesas de sinuca e um expediente que começa às 15 horas e se estende até as 6 horas da manhã. No local, o prato forte é o quibe. “Estou há 25 anos no ramo e tenho um movimento constante. Acredito que seja em razão da simplicidade e das amizades feitas. Os universitários até me chamam de pai Olávio”, disse Olávio Ribeiro da Costa, proprietário do botequim.
Independente do boteco escolhido, o que vale na falta de uma boa balada é fazer um brinde à conversa de bar, antes de pedir a “saideira” ou, como muitos preferem dizer, “passar a régua”.
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