Em greve, auditores fiscais querem salários de R$ 18 mil


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Flávio de Faria é um dos auditores que aderiram à greve
Flávio de Faria é um dos auditores que aderiram à greve
Os plantões fiscais, o atendimento pessoal de malha fiscal do imposto de renda (pessoa física) e processos de restituição, ressarcimento e compensação estão suspensos desde ontem pela Receita Federal de Franca. Dezesseis, dos 31 auditores fiscais que trabalham na cidade, cruzaram os braços pelo movimento grevista deflagrado na última terça-feira em todo o País. Os servidores querem a equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal, que recebem R$ 18 mil mensais. Hoje, um auditor em início de carreira ganha R$ 10 mil, mais um adicional de R$ 3 mil sobre metas de trabalho. Há sete meses, a categoria negocia com o Governo Federal. De acordo com auditor Flávio Paulo de Faria, a greve só acontece porque o governo voltou atrás na tabela de salários que ele mesmo havia proposto. “Nossa carreira tinha os melhores salários no nível executivo, tanto que as outras sempre reivindicavam salários compatíveis com os dos auditores. Mas, agora, com a proposta do governo e a demora na negociação, a Polícia Federal passou a ter uma tabela maior que a nossa”, disse Faria. A paralisação não tem prazo para terminar, mas, segundo Faria, 30% dos auditores continuarão nos seus postos para atender contribuintes notificados pela malha fiscal e idosos. Ele alertou que, apesar da greve, os notificados pela malha devem entregar seus documentos na repartição dentro do prazo legal. PROTESTO Na próxima semana os auditores planejam fazer o atendimento fora dos postos da Receita, em uma área pública, como forma de protesto. A idéia é esclarecer dúvidas sobre legislação tributária no imposto de renda da pessoa física e jurídica. “É uma forma de mostrar à população que nós queremos trabalhar e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da administração”, disse.

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