A moda na cabeça


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Criado pelos povos primitivos da pré-história para proteger a cabeça do sol, o chapéu se transformou ao longo dos anos em um item indispensável de moda. A peça, que surgiu por volta de 4.000 a.C., no antigo Egito, já foi, ao longo dos tempos, símbolo de poder, distinção hierárquica, quase sempre servindo a homens, principalmente, que quisessem ser respeitados na sociedade, além de guardar até hoje uma imagem indissociável de elegância. Se hoje o seu sonho de consumo é ter um tênis todo moderno de R$ 400, há 50 anos, eram os chapéus Ramenzoni ou Panamá os objetos de desejo de seus pais ou avós. Com eles, era difícil a mocinha não se encantar com o fino pretendente. Engana-se quem pensa que as mulheres nunca deram muita importância ao assunto. Deram. Embora não seja comum vê-las nas ruas, o gosto pelos chapéus não é exclusividade masculina. A verdade é que seu uso caiu um pouco de moda, ficando restrito a alguns círculos sociais, com um ambiente rural. Levando em conta a tradição de nossa região, não é difícil encontrar chapeludos por aí, disputando as concorridas provas hípicas, por exemplo. Os chapéus de abas largas cederam lugar a outras peças, ainda estreitamente ligadas aos conceitos de moda, mas com diferentes formas e estampas (o que o deixa cada vez mais moderno). Nesse caso, entram em cena os bonés, boinas, toucas e quepes. Criados por volta de 1800, coincidindo com a Revolução Francesa, os bonés foram um avanço na indumentária militar, à medida que os chapéus de então não eram muito práticos para homens que tinham que correr e se jogar no chão. Além de proteger os soldados do sol, eles também facilitavam a tarefa dos comandantes na identificação da tropa. A história se perde no tempo e muita coisa mudou com a evolução dos costumes. Mesmo assim, essas peças se tornaram itens indispensáveis a qualquer guarda-roupa. Seja no verão ou com a temperatura mais baixa, lá estão eles enfeitando a cabeça de muita gente. E dinheiro não é o problema. Há para todos os tipos de gostos e bolsos. O preço das peças, por exemplo, varia entre R$ 15 nas barracas de camelôs no Centro da cidade, a R$ 52,80 para um boné 100% algodão, na loja 775. No caso dos gorros, um mais simples pode ser encontrado a R$ 25 na Kids Center e um mais sofisticado a R$ 82, na .Com, dentro do Franca Shopping. Para a estação outono-inverno, os estilistas entrevistados adiantaram que a tendência é mesclar as cores típicas desta época do ano (cinza, preto, vermelho e creme) com tonalidades mais vibrantes. “As peças estampadas, riscadas em giz, lisas ou listradas estarão em alta. Você poderá conciliar um quepe, boina ou um chapéu, com uma camiseta laranja, sem medo de errar”, disse a consultora em moda Monique Geraldeli. Outras cores, como o azul-cimento e o vermelho também são uma boa opção. “Mas cuidado, é preciso ter bom senso. Não apele para o amarelo chamativo”. Para esta época do ano e para o inverno que vem pela frente, o mercado dita o modismo das boinas e dos quepes nos centros urbanos. Embora estas peças tenham surgido no século 19 na Itália e França, elas ganharam adeptos no mundo todo. Em evidência, estão as feitas de feltro, lã e palha. No caso dos chapéus, prefira os de cúpula achatada, com abas pequenas. Mas é preciso ficar atento quanto ao ambiente que você freqüenta. Nem todos combinam com estes acessórios. O coordenador do curso de moda da Unifran (Universidade de Franca), Július César Pimenta, disse que as peças são indicadas em encontros informais. “Elas exigem locais descontraídos e mais esportivos”. O MELHOR MODELO PARA VOCÊ O segredo é que estas peças oferecem uma grande versatilidade na composição do visual. Mas é preciso ter bom senso e equilíbrio na hora de combinar as peças com o formato do seu rosto. Rostos largos não combinam com boinas ou gorros pequenos e apertados. Rostos pequenos, por sua vez, ficam praticamente “invisíveis” com as peças largas. Nestes casos, prefira os de tamanho médio. Modelos arredondados suavizam rostos com traços angulosos, enquanto os de forma geométrica favorecem os arredondados. Além disso, a melhor forma de usar a boina é sempre para frente. “Ela não é como um boné, que você pode colocar de lado, como os happers fazem. A peça deve ser usada para frente”, recomendou Monique Geraldeli.

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