Para saber ao certo o perigo que os caramujos podem causar à saúde, a reportagem convidou a professora da Unifran, Colete Fonseca, doutora em parasitologia e epidemiologia, para ir até a Vila Tótoli verificar a situação.
Colete confirmou as suspeitas dos moradores de que o motivo da proliferação são os terrenos baldios e a rapidez com que os molscos procriam. “Trata-se de uma espécie invasora. Então ela se prolifera em nosso ambiente e, como temos ausência de predadores naturais, eles se tornam abundantes”.
Entre as doenças que podem ser causadas pelos caramujos estão distúrbios gastrointestinais e meningite, que pode levar à morte do infectado. “Nas duas situações nós não temos tratamento para as doenças. Só paliativos, que são o uso de antiinflamatórios e analgésicos. Além disso, os humanos são hospedeiros acidentais (não naturais), o que dificulta um pouco mais o conhecimento”.
A professora chama a atenção ainda para a necessidade de se lavar verduras e hortaliças para evitar a contaminação, já que o molusco encontra em hortas o ambiente ideal para se alimentar. “Se houver algum contato com o molusco, deve-se evitar o consumo”.
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