Violência assusta a população


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Vizinhos do industrial morto, ontem, estão preocupados. A casa dele é tida como segura e fica em bairro tradicional da cidade, onde ocorrências de violência não são comuns. “Ficamos com medo mesmo. Se entraram lá, podem entrar em nossas casas também. Não temos segurança em lugar nenhum”, lamenta Sueli Domiciano. Todos os dias ocorrem, em média, dois roubos em Franca. Além da violência psicológica de ter uma arma apontada para a cabeça, situações em que vítimas também são agredidas estão se avolumando. Em apenas um mês, foram dois roubos seguidos de morte. Também aconteceram dez assaltos com retenção de vítima. Permaneceram como reféns e foram espancadas. No dia 13 de janeiro, o dono de um posto de gasolina foi agredido por uma barra de ferro e sofreu ferimentos na cabeça. Perdeu os sentidos e teve de ser internado. No caso mais recente, registrado domingo à noite, um aposentado de 79 anos, morador da Vila Raycos, foi atacado por quatro assaltantes e ficou trancado nove horas dentro de um quarto. “Este tipo de ocorrência nos traz muita preocupação. É um dos crimes mais graves que temos. Estamos trabalhando para combater e sempre alertamos as pessoas para não reagir em hipótese alguma”, orienta o delegado Wanir da Silveira.

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