José Rodrigues Pizani era viúvo havia três anos e oito meses. Pai de um filho, não tinha netos. Morava sozinho na casa em que foi assassinado. Acordava cedo, gostava de fazer caminhada e exercícios físicos. A grande paixão era a pescaria. Sempre ia para um rancho em Guaíra para se distrair à beira d’água.
Palmeirense, andava animado com a boa fase do time. Assistiu ao jogo de domingo contra o São Paulo ao lado do sobrinho - que ontem o encontrou morto. Gostava de conversar com vizinhos e sempre sentava na escada de uma loja ao lado de sua casa para bate-papo. “Ele esteve aqui domingo de manhã e conversou bastante tempo com a gente.
Falou de futebol, dos planos para a pescaria e sobre assuntos diversos”, contou a dona-de-casa Sueli Domiciano, inquilina de Zezinho há oito anos.
O aposentado foi dono de uma fábrica de calçados chamada “Rods” e que funcionava no local em que foi construída sua casa. A empresa foi desativada há cerca de 15 anos. Zezinho vivia da aposentadoria e do aluguel de dois imóveis. Há quem diga que emprestava dinheiro. A polícia apura a informação de que deveria receber expressiva quantia nos próximos dias.
De acordo com vizinhos, era uma pessoa boa e querida. Reservado, não gostava de bagunça e não abria a casa para qualquer um. Preocupado com a segurança, disse a conhecidos que não aceitaria passivamente ser roubado. “Ele não tinha medo, não. Já havia dito para a gente que, se entrassem na casa dele, mataria ou morreria”, contou Sueli.
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