O promotor de Justiça, Paulo César Corrêa Borges, disse ontem não ver irregularidade no preço pago pela Prefeitura na compra de leite tipo C para a merenda escolar. O valor pago pelo município é até 29% mais caro que o praticado no mercado, tanto no varejo quanto no atacado.
O promotor justificou sua opinião em uma investigação aberta no ano passado com base nos mesmos argumentos, só que contra a Coonai (Cooperativa Nacional Agroindustrial), vencedora da licitação para a entrega de leite ao município em 2007. À época, Paulo César Corrêa Borges iniciou a investigação em abril por considerar o valor oferecido pela empresa de R$ 1,10, abusivo. Na conclusão do processo, em outubro, o promotor acatou a justificativa de que o preço alto ocorria por causa da entrega do produto nas 154 escolas e creches atendidas pelo município e arquivou o processo. “Realmente, não há nada de irregular. O que encarece o produto é mesmo a logística de entrega exigida pela Prefeitura”.
Mesmo assim, o vereador Gilson Pelizaro (PT) afirmou ontem durante a sessão da Câmara que vai ingressar com representação contra o município. Para o promotor Paulo Borges, o pedido só será levado adiante se houver indício de irregularidade. “Com base no que a promotoria apurou no ano de 2007, o procedimento me parece o mesmo.
Se for isso, não vejo irregularidade, posto que naquela época a promotoria realizou uma investigação e nada foi constatado”, disse Paulo Borges.
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