Justiça bloqueia bens de Mambrini


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A Justiça decretou, na tarde de ontem, o bloqueio dos bens do vereador Marcelo Mambrini (PMN). Com a decisão proferida pelo juiz da 1ª Vara Cível de Franca, João Sartori, o parlamentar fica impedido de se desfazer de seu patrimônio móvel (veículos em geral) e imóvel (casas, apartamentos, chácaras e terrenos) para garantir a eventual necessidade de ressarcir os cofres públicos. O pedido foi feito na sexta-feira pelo Ministério Público, que impetrou ação civil contra Mambrini por improbidade administrativa. No mesmo despacho, Sartori negou a outra solicitação liminar do MP, que tratava da quebra dos sigilos bancário e telefônico de Mambrini. O juiz decidiu que o pedido “será apreciado no momento oportuno e que, por isso, indefere de imediato”. O vereador terá, a contar de sua notificação, 15 dias para apresentar sua defesa por escrito. O MP afirma, entre outras coisas, que Mambrini cometeu ato de improbidade e enriquecimento ilícito. Baseado nisso, pede à Justiça que o vereador pague multa de R$ 57,2 mil, a serem integrados ao erário; tenha seu mandato de vereador cassado; perca, por um período de até dez anos, seus direitos políticos e fique proibido de contratar com o poder público pelo mesmo período. Mambrini, que guardava silêncio sobre o caso desde a última quinta-feira, aceitou falar, na noite de ontem, mas nada esclareceu. “Eu ainda não fui comunicado. Estou esperando para me manifestar. Não posso me basear somente na imprensa. Eu falo alguma coisa e vocês colocam que estou desafiando, então, quero esperar a manifestação da Justiça para me posicionar sobre o processo”, disse. O CASO Mambrini é acusado por sua ex-assessora, Lara Cristina Rodrigues, de tomar para si metade de seu salário líquido. A imposição, segundo ela relatou ao MP, seria condição fundamental para continuidade no cargo. Durante os 14 meses que durou a relação de trabalho entre os dois, as partilhas teriam batido à casa dos R$ 14,3 mil. Com base nas acusações da ex-assessora, o Ministério Público abriu inquérito para investigar o caso. Depois que, em seu entender, comprovou o fato, decidiu ingressar na Justiça com uma ação de improbidade contra o vereador. Pelo mesmo motivo, Mambrini também foi investigado pela Comissão de Ética da Câmara, mas acabou absolvido.

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