A vereadora Graciela David Ambrósio (PP) teve, ontem, uma atitude inusitada: protocolou, de uma só vez, um pacote com 18 projetos de lei a serem distribuídos e votados nas próximas sessões ordinárias da Câmara. Situação inversa à presenciada na reunião de ontem, em que somente cinco foram a plenário, nenhum com grande apelo.
Uma das matérias que mais chama a atenção é de cunho anti-nepotista. A vereadora quer proibir a Prefeitura de contratar empresas comandadas por parentes do prefeito, vice, secretários, vereadores e servidores que ocupem cargo de confiança. Mais ainda, quer proibir que as prestadoras de serviço contratem parentes dos mesmos agentes políticos. “Não tenho nada em específico contra ninguém. Meu objetivo é somente a moralização do poder público”, disse.
Outros dois projetos interessantes da pepista prevêem a realização de um referendo popular sobre o contrato da Prefeitura com a Sabesp, que tem gerado muitas polêmicas; e a obrigatoriedade de voto para o presidente da Câmara.
SESSÃO
A sessão de ontem foi a mais rápida do ano. Começou perto das 14h20 e terminou às 16h46. Se considerado o horário que os vereadores entraram na pauta do dia propriamente dita (por volta de 16 horas), cada um dos cinco projetos de lei monopolizou menos de dez minutos de discussão dos vereadores.
Para completar, a matéria mais relevante, a da autorização para a Prefeitura aproveitar as contas de água e luz para despachar correspondências suas aos munícipes, foi adiada pelo seu autor, Luiz Carlos Fernandes (PSDB). As demais, tratavam de penalizações às agências bancárias que não atenderem seus clientes no prazo legal; da possibilidade de obter descontos na quitação antecipada nas faculdades municipais (Direito e Facef) e duas denominações. Todas aprovadas.
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