Matagal vira praga em bairros de Franca


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Gilmar Dominici (PT) ainda era prefeito da cidade quando o representante comercial Flávio Antônio Bastianini, 42, solicitou à Prefeitura, pela primeira vez, a limpeza do terreno localizado em frente à sua casa na Rua Torquato Caleiro, 655, na Vila Nicácio. O pedido foi em vão, assim como os outros quatro que vieram em seguida; o último feito dia 1º de novembro de 2007. Segundo Flávio, a justificativa para a inércia sempre foi a mesma: “Nós já tomamos conhecimento da sua solicitação e ela já foi encaminhada para o fiscal. Agora é só esperar”, dizem os servidores municipais. Flávio mora no mesmo endereço há dez anos. Cansado do descaso, garante que o lugar nunca foi assistido pela Prefeitura, o que o transformou em uma verdadeira floresta destinada ao acúmulo de lixo. “Virou um depósito de restos de materiais de construção, madeira, isopor e até lixo doméstico. Por isso animais como aranhas, escorpiões, baratas e cobras sempre aparecem por aqui. Tudo isso a poucos quilômetros do Centro da cidade”. Flávio, porém, está longe de ser o único a enfrentar este problema. Em praticamente toda a cidade é possível encontrar exemplos para esta realidade; todos sem solução há anos. É o caso da moradora da Rua Orestes Dalmasio, 2520, no Jardim Petráglia, Rosemary Pavani, 30. Além de ter que conviver há mais de 20 anos com a bicharada e o mau cheiro do terreno, a dona de casa, por medo, ainda deixa de sair à noite. O matagal que fica em frente à sua residência vem servindo de esconderijo para bandidos e usuários de drogas. “Depois que um cara começou a ficar escondido aí eu parei de buscar minha filha na escola. Agora meu marido é quem vai”. A situação se repete em praticamente todas as regiões da cidade, como na Rua Torquato Caleiro, onde é possível encontrar outros dois terrenos na mesma condição. Em uma área extensa do Jardim Bueno, que vai da Rua Padres Agostinianos, 1648, até a Rua Antonio Vieira de Oliveira, 1635, quatro grandes lotes estão tomados pelo mato alto, sem que vizinhos consigam com que a administração limpe ou mande o proprietário limpar. Nesse caso, especificamente, são quatro os proprietários, entre eles Maria do Carmo Ananias, mulher do atual secretário municipal de Finanças, Sebastião Ananias.

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