Série de equívocos provocou morte de soldado da PM


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VIATURA ATINGIDA - Após atropelar e matar soldado, carro dirigido por sapateiro de Franca acabou batendo na lateral esquerda do Corsa da Polícia Militar: Comando da PM e delegacia de Jeriquara vão apurar as causas do acidente
VIATURA ATINGIDA - Após atropelar e matar soldado, carro dirigido por sapateiro de Franca acabou batendo na lateral esquerda do Corsa da Polícia Militar: Comando da PM e delegacia de Jeriquara vão apurar as causas do acidente
Um somatório de fatores adversos pode ter sido a causa do acidente que matou o soldado Rodrigo Monteiro Castro, 29, sábado à noite. O motorista atropelante estaria alcoolizado e a viatura da PM supostamente parada no meio da pista com os sinais identificadores apagados. Chovia e estava escuro. O policial foi sepultado com honras militares. Rodrigo ingressou na Polícia Militar em agosto de 1999. Era casado e pai de uma filha de 6 anos. Às 22h50 de sábado, ele e o parceiro Costa estavam de serviço e foram acionados para apoiar uma ocorrência de furto de veículo. Havia a informação de que os autores teriam fugido no sentido a Jeriquara. O carro foi abandonado perto da cidade. Os policiais seguiram com a viatura pela Rodovia do Café até o trevo de acesso à Cândido Portinari. Como não avistaram nenhum suspeito, retornaram. A três quilômetros de Jeriquara avistaram um caminhonete D-10 parada no acostamento, sentido a Franca, e um homem do lado fora. Resolveram fazer a abordagem. Os ocupantes não tinham nada a ver com o furto. O sitiante Gabriel Jardim estava com a mulher e o filho e havia parado para urinar. No momento em que fornecia informações para os policiais, um Gol vindo de Jeriquara acabou o atropelando juntamente com o soldado Rodrigo. O carro ainda atingiu a porta esquerda da viatura. O policial foi arremessado para o meio da pista e morreu a caminho do hospital de Pedregulho. Gabriel não se machucou com gravidade. De acordo com a polícia, o motorista do Gol estaria alcoolizado, embora não tenha sido constatada embriaguez. Ele não quis gravar entrevista, mas disse informalmente à reportagem que a viatura estaria parcialmente sobre a pista e que o hi-light (luzes de alerta) não estava ligado. A mesma versão foi passada à polícia por testemunhas, que ainda não prestaram depoimento formal. “As informações que temos nos foram passadas durante a elaboração da ocorrência. Agora vamos ouvir todos os envolvidos para ver se colocam no papel o que foi falado no calor dos fatos”, disse o delegado Jucélio Rego. Por ter morrido em serviço, o soldado Rodrigo foi sepultado fardado e teve o caixão coberto pela bandeira do Brasil. Uma salva de 21 tiros de festim e o toque de silêncio executado por membros da Banda Militar marcaram o sepultamento ocorrido domingo à tarde. Comandantes do 15º Batalhão e responsáveis pelas Companhias de PM da região acompanharam. O comandante geral da PM no Estado, coronel Roberto Antônio Diniz, enviou mensagem de pêsames à família. Outras três pessoas foram vítimas de atropelamentos, dois deles em Franca.

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