MP denuncia Jepy por crime eleitoral


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O Ministério Público denunciou o vereador Jepy Pereira (PSDB) por crime eleitoral. O tucano é acusado de propaganda extemporânea (fora de época). Segundo a denúncia, ele teria distribuído calendários com pedidos de voto para as próximas eleições, em 5 de outubro. Por lei, qualquer tipo de marketing pessoal de virtuais candidatos é proibido antes de 5 de julho. A representação foi protocolada ontem, no Cartório Eleitoral do Centro - 46ª Zona. Caso a denúncia seja acatada pela Justiça, Jepy poderá ser multado em até R$ 53 mil. Os calendários foram confeccionados, segundo o próprio Jepy, na gráfica do também vereador Válter Gomes (PSB). A quantidade é desconhecida. O pedido de votos não está impresso na primeira página do brinde, mas entre os meses de setembro e outubro. A mensagem é clara: “Não posso esquecer - 5 de outubro - tenho que votar no Dr. Jepy Pereira vereador”. Segundo o promotor eleitoral Carlos Henrique Gasparotto, que encaminhou a representação à Justiça, não resta dúvidas de que houve crime. “A lei impõe datas. A propaganda realizada fora do período deixa o infrator sujeito à punição”, disse. “Na ótica do MP, esse material é propaganda”. Gasparotto afirmou que Jepy infringiu o artigo 36 da lei eleitoral 9504. De acordo com o texto em questão, “a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição”. A lei prevê, ainda, o grau de punição que pode atingir quem decidir quebrar as regras: “multas de 20 mil a 50 mil Ufirs (Unidades de Referência Fiscal)”, ou seja, entre R$ 21 mil e R$ 53 mil. RECONHECIMENTO Procurado para comentar a denúncia do promotor, Jepy Pereira reconheceu que mandou fazer 50 calendários (em 6 de março, havia dito que “eram uns dez”), mas negou que os tenha distribuído pela cidade. Segundo sua versão, foram encomendadas 50 unidades como “teste” e o restante só seria confeccionado na data certa. “Foram feitos alguns modelos que eu ia soltar após 5 de julho. E esses protótipos sumiram lá da Câmara”, disse. Questionado sobre como os calendários teriam “sumido”, o tucano apresentou uma versão inusitada. Os brindes teriam sido subtraídos por desconhecidos de seu gabinete durante uma faxina geral no prédio do Legislativo. “Há uns 20 dias, a Câmara foi palco de uma limpeza geral e nos obrigaram a deixar as portas abertas porque iam fazer dedetização”, afirmou.

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