Solícito, bem-humorado e com a língua afiada. Esse era o técnico do Palmeiras, Wanderley Luxemburgo, logo depois da goleada de 4 a 1 de seu time sobre o São Paulo. O treinador atendeu os mais de 30 jornalistas em uma sala espaçosa no térreo do Estádio Santa Cruz. Apesar do barro que espirrou em sua roupa durante a partida, não trocou a camisa e a calça social.
Sobre os R$ 50 mil que recebeu de multa do Tribunal de Justiça Desportiva na semana passada, até riu. Fez questão de minimizar as críticas à arbitragem, feitas principalmente pelo supervisor de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. "Isso é conversa de botequim. Faz parte do futebol. E sempre quando perdem, o Marco Aurélio tenta minimizar a vitória do adversário. É assim mesmo", disse Luxemburgo. Depois, foi a vez do jogador Denílson falar sobre seu primeiro gol feito contra o ex-clube, São Paulo.
Do lado são-paulino, Muricy Ramalho falou rapidamente. Concedeu sua entrevista no corredor que dá acesso ao campo, nada de sala apropriada ou coisa do tipo. O meia Carlos Alberto falou em seguida, já de banho tomado e sem uniforme. O discurso dos dois foi que o time ainda sonha com a classificação. Somente o técnico e um jogador, escolhido pela assessoria de imprensa do clube, é que fala com a imprensa ao fim do jogo.
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