Por um período de seis meses, os estudantes de Ibiraci (MG) participaram de uma campanha para evitar que as pilhas usadas pela população fossem parar no aterro sanitário da cidade. A operação deu certo. Durante a campanha foram coletadas cem garrafas pet cheias de pilhas de rádio, de calculadora, de relógios e baterias de celulares. Cada garrafa tinha, em média, 150 pilhas. A ação da coleta foi realizada pela ONG Probrig (Protetores da Bacia do Rio Grande) e envolveu mais de 2 mil alunos da rede pública da cidade.
O responsável pela campanha, José Limonti, disse que a idéia é evitar que pilhas sejam jogadas sem nenhum cuidado no aterro da cidade ou simplesmente que elas parem em terrenos baldios e fundos de quintais. “Não são lugares adequados, pela contaminação provocada pelos metais pesados como zinco, chumbo e manganês. Com as chuvas, essas substâncias penetram no solo e contaminam a terra e a água”, disse Limonti.
Como em Ibiraci não existe nenhuma empresa especializada, as garrafas serão entregues em uma agência bancária de Franca que promove uma campanha nacional para coletar esse tipo de material.
“Entrei em contato com o banco e eles se prontificaram em receber as garrafas. Felizmente, esse material não terá como destino o nosso aterro”, disse Limonti que pretende dar segmento na campanha. A direção do banco não informou como funciona a campanha de coleta de pilhas.
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