Cortes nos atendimentos continuam uma incógnita


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Ninguém sabe, ainda, como será o atendimento da Santa Casa aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) nesta segunda-feira. Apesar das promessas de recursos feitas pelo governo estadual na última semana, a ameaça de cortes continua de pé. O provedor do hospital, José Cândido Chimionato, e seus assessores diretos saíram de cena e estão incomunicáveis desde quinta-feira. Os diretores da DRS-8 também não se manifestam. A visita de técnicos da Secretaria Estadual de Saúde à Santa Casa para regular as vagas não aconteceu. Enfim, tudo está nebuloso. No centro do problema, como sempre, dinheiro. O secretário estadual Luiz Roberto Barradas anunciou, em reunião com os diretores da Santa Casa e o deputado Roberto Engler (PSDB), que repassaria R$ 1,8 milhão imediatamente à entidade, mas não houve confirmação do hospital do recebimento. Prometeu, ainda, um empréstimo de R$ 5 milhões sem juros e a inclusão (que dificilmente ocorrerá) da instituição no Programa Pró Santas Casas II. Mas o histórico de cumprimento de promessas de Barradas compromete. Em julho do ano passado, as mesmas promessas foram feitas. De todas, só os recursos do Pró-Santas Casas chegaram. E ainda pela metade. O compromisso era repassar R$ 600 mil mensais por um ano, mas o dinheiro foi cortado após seis meses. O restante nunca chegou. Por isso, exatamente, que os cortes podem, sim, voltar a acontecer. Apesar das dezenas de ameaças não realizadas nos últimos anos pelo hospital, desde o ano passado, os cortes saíram do papel e trouxeram problemas para a população. Primeiro, em junho de 2007, quando mais de 3,6 mil pacientes não foram atendidos nos serviços de reabilitação e fisioterapia, ambulatório de ortopedia, laboratório de análises clínicas e cirurgias eletivas. No início deste mês, foi a vez dos serviços de quimioterapia e radioterapia serem suspensos. Foi um “deus-nos-acuda” e 12 pacientes de Franca e região só foram atendidos após recorrerem à Justiça. Fora isso, a Santa Casa retirou do PS “Dr. Janjão” 17 funcionários que trabalhavam no raio-x. Este exame, agora, pelo SUS, só é realizado dentro do próprio hospital. Apesar de todo temor dos usuários da saúde pública em Franca, o assunto é tratado com reserva. Ou melhor, não é tratado. Dezenas de contatos telefônicos foram tentados, na quinta, sexta e sábado, com o provedor Chimionato, com o superintendente, Fernando Bueno, e o diretor-hospitalar, Marcelo Paula Lima, para ser possível informar à população, mas nenhum deles foi encontrado.

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