O que deveria servir para ordenar e “civilizar” o trânsito está provocando confusão com possibilidades concretas de acidentes. Esta é a situação de grande parte dos semáforos existentes em Franca hoje. Antigos e defasados operacionalmente, os aparelhos estão inadequados para o volume de veículos existente na cidade.
Com programação fixa, funcionam como há anos atrás, quando a frota era menor, fazendo com que o sinal verde fique aberto em tempo insuficiente para a fluidez do tráfego, não apenas no Centro, como também em vias movimentadas da periferia. A Prefeitura admite o problema, mas alega falta de recursos para substituir os aparelhos.
Um dos exemplos é o cruzamento da Rua Capitão Anselmo com a Avenida Presidente Vargas. Quem passa pelo cruzamento, seguindo pela Capitão Anselmo, tem apenas doze segundos para atravessar a avenida. O curto espaço de tempo faz com que os carros aumentem a velocidade, atravessando o cruzamento já no sinal vermelho. O resultado é uma seqüência de buzinas e até mesmo alguns acidentes, como explica a ambulante Gildete Corrêa da Silva, que trabalha no cruzamento. “Quando abre, as pessoas correm demais. É perigoso. Já presenciei várias batidas e engarrafamento no cruzamento. Tem muito perigo”. A afirmação da ambulante foi confirmada pela reportagem, que ficou 20 minutos no local. Durante o período, os poucos carros que conseguiam fazer o cruzamento arrancavam já com o sinal vermelho. Mesmo com o sinal fechado, os veículos ainda passavam pelo cruzamento.
O caso não se restringe apenas à Capitão Anselmo. Em pelo menos três outros cruzamentos visitados pela reportagem do Comércio foi notado o curto espaço de tempo para se cruzar avenidas. Até mesmo em semáforos recém-instalados, como no cruzamento das Avenidas Major Nicácio com a Eliza Verzola Gosuen o problema se repete.
Ali, quem segue no sentido bairro-centro na Eliza Verzola tem apenas 10 segundos para a travessia. Pela observação da reportagem, apenas quatro carros conseguem passar a cada sinal verde.
O responsável pela engenharia de tráfego da Prefeitura, Alexandre Chioca Rinaldi, assume que pode haver problemas nos planos (programa que define o tempo de abertura de trânsito do semáforo) em alguns pontos. O motivo apontado por ele é o fluxo de veículos, que seria muito dinâmico. “Provavelmente em alguns lugares há um aumento no fluxo de veículos e o tempo do semáforo fica insuficiente. A cidade é muito grande e não dá para verificar como está a movimentação em todos os locais. Quando observamos isso, tentamos resolver o problema.”
Chioca cita outros exemplos de semáforos que passaram por modificações. “Lá na São Sebastião reclamaram que estava com problema de programação; fomos lá e resolvemos. Na Unifran também tivemos que mudar por causa da mudança de fluxo depois que alteraram o estacionamento da faculdade.”
Falta de estrutura
Para Rinaldi Chioca, o apoio da população seria fundamental para que os problemas verificados no trânsito pudessem ser resolvidos com mais rapidez. Ainda de acordo com ele sempre que há mudanças, equipes da Prefeitura fazem um monitoramento para verificar quais os planos necessários, de acordo com o fluxo de veículos.
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