A cooperativa Unimed de Franca pretende armar uma tática que pode ser comparada às de guerra para buscar junto à Federação das Unimeds do Estado de São Paulo a renovação do contrato de patrocínio do Franca Basquete. A batalha da unidade local será para comprovar o retorno positivo do esporte e não perder parte da verba para outras cidades, que também pleiteiam recursos da empresa. Araraquara, Rio Claro e Bauru, que também tem times jogando a Supercopa seriam as cidades interessadas no dinheiro.
Com essas trincheiras para serem superadas, a meta é antecipar o que for possível na negociação. O contrato de um ano, no valor total de R$ 900 mil, só vence em julho, ou seja, daqui a quatro meses, mas o primeiro passo para tratar de sua continuidade será dado no máximo em duas semanas.
Em visita ao Comércio, nesta semana, o ex-presidente e atual diretor-financeiro da Unimed/Franca, Ricardo Bessa, o diretor-hospitalar Lúcio Cossi Filho e o presidente recém-empossado Élson Rodrigues revelaram que tentam marcar para as próximas semanas um encontro entre o técnico do Franca Basquete, Hélio Rubens Garcia, e Eudes de Freitas Aquino, presidente da Federação das Unimeds do Estado.
O objetivo do encontro é justamente dar ao treinador a oportunidade de explicar o atual cenário do basquete e revelar como andam a Associação de Clubes de Basquete e a Supercopa, dois frutos que surgiram depois da debandada dos times paulistas do Campeonato Nacional, torneio organizado pela entidade representativa do esporte no Brasil, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete). "O Hélio conhece o doutor Eudes. Ele também tem conhecimento e condições de explicar o cenário do basquete. Além disso, o Hélio é um importante nome no nosso esporte", disse Ricardo Bessa.
O racha entre o clube francano e a CBB deve ser um dos assuntos tratados. Esse ato pode respingar negativamente quando o assunto é a renovação do patrocínio. Isso porque o distanciamento resultou na retirada do time da cidade de duas competições internacionais, o Sul-Americano e o Pan-Americano, já que é a CBB quem indica os clubes. Como Franca rompeu com a confederação, a entidade indicou outros clubes.
Uma cláusula do contrato entre a Unimed e o Franca Basquete previa que deveria haver a participação do time em uma competição estadual, outra nacional e duas internacionais. Caso isso não acontecesse, a cooperativa poderia entender como descumprimento de cláusula contratual, o que poderia ter significado o fim do patrocínio.
Os diretores e o presidente da Unimed/Franca confirmaram a existência da clásula no contrato em vigor. "Temos outra idéia. Além disso, vimos no jornal que o Nacional (da CBB) não está bem.
De mais de 50 jogos, só quatro ou cinco foram transmitidos. A Supercopa gera mais exposição, tanto na televisão como no jornal e no rádio", afirmou Bessa. É este o trunfo dos francanos para manter o contrato, um dos maiores atualmente no esporte paulista.
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