No calor de Ribeirão Preto, às 16 horas, um clássico paulista pontuado por uma escrita de quase 11 anos em Estaduais verá um Palmeiras e um São Paulo bem diferentes. No início deste ano, a manutenção de Muricy Ramalho pelo São Paulo e a contratação de Wanderley Luxemburgo pelo Palmeiras deixavam bem claro quem optava por continuidade e por reformulação.
Os caminhos dos dois treinadores traçam destinos distintos. Se Luxemburgo consegue dar ao torcedor uma base capaz de fazê-lo recitar a equipe, Muricy está forrado de problemas para montar seu time. O técnico do clube tricolor colocará em campo sua 17ª formação, sem jamais ter conseguido repetir um time. Talvez por isto, Rogério Ceni atribuiu o favoritismo ao adversário.
Muricy terá a volta de André Dias para compor sua defesa, que perdeu Miranda por suspensão. Carlos Alberto deve ser mantido como titular do meio-campo pelo segundo jogo consecutivo. No ataque, Adriano e Borges terão a chance de mostrar que o entrosamento não ficou só no último jogo, contra o Barueri. Aloísio ficará no banco. A principal dúvida é se Zé Luís será escalado na zaga ou se ficará na contenção, o que recuaria Richarlyson para a retaguarda.
No banco, um problema: o time não tem nenhum zagueiro experiente para emergências, o que deve fazer Muricy recorrer a juniores que atuaram na Copa São Paulo.
O Palmeiras de 2008 lembra pouco o do ano passado. A começar pelo gol, onde Marcos, que volta de suspensão hoje, readquiriu a titularidade. Ele barrou o elogiado Diego Cavalieri. Foram nove contratações, sendo que boa parte já está listada na equipe titular. Élder Granja, Henrique, Léo Lima, Diego Souza, Kléber e Alex Mineiro já formam, ao lado de Gustavo, Pierre (hoje suspenso) e Valdivia, a espinha dorsal do time de Luxemburgo.
Lenny, que também está suspenso, e Denílson também são peças importantes. Apenas o desconhecido Jorge Preá patina para conseguir seu lugar ao sol.
Será com essa solidez que o Palmeiras joga para tentar impedir que o mutante São Paulo complete 11 anos sem perder para o rival em Estaduais, mesma invencibilidade que o Santos de Pelé impôs ao Corínthians, no mais clássico tabu do Paulista, de 1957 a 1968.
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