Solidão é uma palavra que não faz parte do vocabulário dos freqüentadores dos animados bailes. Além de novas amizades, muitos idosos (re)encontram o amor. O aposentado João Estevam Neto, 66, que o diga. Foi em um desses bailes que ele conheceu sua namorada, Iraides Paulino, 68. Apesar dos dois morarem em Rifaina, não se conheciam. “Eu era viúvo e estava me sentindo muito sozinho. Comecei a freqüentar as festas e conheci a Iraides. Nunca mais a larguei”, disse, todo sorridente. Os dois não perdem nenhum baile.
O aposentado Renato Floro, 86, de Cristais Paulista, não quer saber de namorada. “Gosto dos bailes para encontrar meus amigos. Também aproveito para dançar um pouco, mas minhas pernas não agüentam muito, não”.
Maria de Lourdes Ferreira, 71, não esconde sua satisfação. O atual marido, Isael Santos, 41, ela conheceu em um forró. “Olha o que esses bailes aprontam com a gente?”, indagou. Maria de Lourdes é uma das responsáveis por organizar as festas em Franca. Quando a dança é em outra cidade, lá está ela. Não perde um.
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