Bailes transformam a vida de centenas de idosos na região


| Tempo de leitura: 2 min
Idosos da região se encontram uma vez ao mês para dançar. O último baile aconteceu no dia 9 de março em uma boate de Franca: evento lotado
Idosos da região se encontram uma vez ao mês para dançar. O último baile aconteceu no dia 9 de março em uma boate de Franca: evento lotado
O salão está lotado. Os músicos tocam animadamente os principais sucessos sertanejos e de forró. Em poucos minutos, a pista de dança está repleta de casais rodopiando - e paquerando - sem parar. Nas mesas falta espaço para tanta gente. O som da música se mistura a conversas e gargalhadas. Para beber, água, refrigerante e cerveja. A cena parece uma típica festa de jovens. Mas não é. Trata-se de um baile da terceira idade. E no melhor estilo. O último encontro aconteceu no domingo, 9, em uma boate no Centro de Franca. Reuniu mais de 500 pessoas com idades entre 45 e 84 anos. O grupo faz parte do Consórcio Interestadual da Melhor Idade, que reúne oito cidades. Os bailes são sempre animados. Todos capricham no visual. As mulheres se maqueiam, fazem a unha e capricham no penteado. Os homens também não ficam atrás. Os mais vaidosos não esquecem nem o chapéu em casa. O pessoal aguarda o baile com ansiedade. “Na semana que tem festa me preparo durante vários dias. Faço unha, arrumo meu cabelo e escolho a roupa”, disse Margarida Santana do Nascimento, 68. Os bailes não devolveram apenas vaidade a Margarida. Ela também começou a freqüentar academia, fazer caminhadas e hidroginástica. A dança transformou a vida da dona de casa. Há um ano, ela trocou São Paulo por Rifaina, onde mora com uma filha. Margarida conta que, quando chegou, estava com depressão, tinha anemia e não conseguia nem andar direito. Hoje ela está feliz da vida. Margarida diz que os remédios que a curaram foram os bailes que começou a freqüentar todos os meses. As concorridas festas também surtiram um efeito positivo na vida de Nilda Coelho. Aos 82 anos, ela só pára de dançar para descansar entre uma música e outra. “Aproveito estas festas para conversar com os amigos e me divertir”, disse ela. A única queixa de Nilda nos bailes é ter que chamar os homens para bailar. “Os homens estão devagar. As mulheres é que têm que ir atrás”, brinca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários