Prohab não consegue área para 500 casas


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A Prohab (Divisão Pró-Habitação Popular de Franca) tem 500 casas cuja construção está pré-aprovada pela Caixa Econômica Federal. São residências populares, de 3 quartos, com aquecimento solar e que poderão ser vendidas pelo mesmo valor das inauguradas no ano passado no Jardim Bonsucesso; perto de R$ 31 mil. Um empecilho, no entanto, pode adiar a construção das residências indefinidamente: o preço do terreno para se fazer o loteamento. A especulação imobiliária registrada em Franca nos últimos meses tem despertado o interesse dos donos de terras nas regiões periféricas da cidade e atrapalhado as negociações com o município. “Tem gente esperando transformar terra em loteamento, usando isso como forte moeda na hora da negociação”, disse Vanderlei Tristão, diretor da Prohab. A “supervalorização” já aconteceu durante as negociações com um dono de terras próximas ao Jardim Bonsucesso, por exemplo. Há cerca de um ano, a área era considerada pela Prohab como de fácil aprovação para novas construções. O local, de acordo com Vanderlei, tem em suas proximidades a infra-estrutura necessária para o avanço de residências populares, como escolas de ensino fundamental e médio, UBS (Unidades Básicas de Saúde), transporte coletivo, coleta de lixo, água, luz, esgoto e estação de elevação de esgoto. “O local teria todos os trâmites legais agilizados por causa destes equipamentos que já existem. Mas, agora, o problema que existe é o preço do imóvel, inviável para nós”, disse. Segundo o proprietário da Imobiliária Mazza, Sérgio Mazza, o “boom” imobiliário dos últimos anos é o que tem atraído donos de terras para o loteamento dos terrenos. “É bem mais vantajoso. Alguns lotes simples (200 metros quadrados) podem ser vendidos por R$ 22 mil. O custo para o loteador por lote é de aproximadamente R$ 7 mil”, disse Sérgio. Para Vanderlei Tristão, é inviável comprar terrenos a preços tão altos. “Estamos à procura de terrenos mais baratos”, disse.

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