O Ministério Público protocolou, na tarde de ontem, ação civil pública contra o vereador Marcelo Mambrini (PMN) por improbidade administrativa. Na acusação, o MP afirma que o parlamentar se apropriou de R$ 14,3 mil de sua ex-assessora, Lara Cristina Rodrigues, no período que ela trabalhou em seu gabinete, entre 5 de junho de 2006 e 5 de agosto de 2007.
Como punição a Mambrini, a Promotoria indicou o ressarcimento dos cofres públicos em R$ 57,2 mil (R$ 14,3 mil que teriam sido desviados, mais multa de R$ 42,9 mil), a destituição do cargo, perda dos direitos políticos por até dez anos, bem como proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período.
O MP pediu, ainda, liminarmente, o bloqueio dos bens móveis (veículos de qualquer espécie) e imóveis (casas, terrenos, apartamentos etc.) de Mambrini, para garantir a restituição dos cofres públicos do eventual desvio, e a quebra de seus sigilos bancário e telefônico.
O promotor de Justiça Paulo Borges, autor da ação, disse que os depoimentos, o vídeo que reproduziria a partilha e as transações bancárias entre Lara e Mambrini são suficientes para condenar o político. A defesa do vereador foi classificada como frágil e risível por Borges.
A acusação continua correndo, ainda, na Polícia Civil, que investiga se houve crime de concussão (tirar para si ou terceiros vantagem indevida). No âmbito político, Mambrini se safou. No dia 4 deste mês, a Câmara arquivou o processo por quebra de decoro que poderia resultar na perda de seu mandato.
Outros três vereadores que respondiam a denúncias tiveram seus casos arquivados (leia texto abaixo). O processo está na 1ª Vara Cível e ficará sob responsabilidade do juiz João Sartori.
EM SILÊNCIO
A reportagem do Comércio procurou por Marcelo Mambrini, ontem, para falar sobre o processo contra ele, mas o parlamentar não foi encontrado. Foram tentados pelo menos seis contatos telefônicos via número fixo - não completou as chamadas - e celular (chamava, mas não atendia).
Em entrevista gravada em 9 de fevereiro, Mambrini parecia não acreditar que o MP pudesse processá-lo. “Desafio qualquer jurista a encontrar condições mínimas para minha punição”, disse à época.
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