A Câmara de Vereadores de Patrocínio Paulista aprovou recentemente o projeto que prevê o repasse de uma cesta básica todo mês para as famílias que vivem de catar sucata na cidade. O projeto é dos vereadores Néria Buzato e José Cláudio de Figueiredo, ambos do PT. A idéia surgiu depois que sucateiros os procuraram para pedir ajuda. O repasse ficará a cargo da Prefeitura, por meio do Fundo Social de Solidariedade.
Inicialmente, o projeto beneficiará dez famílias que têm na venda de sucata a única fonte de renda da família. “Esses já têm ficha na prefeitura. Agora, acredito que mais sucateiros procurarão o Fundo Social para receber ajuda”, disse a vereadora. O Fundo Social não soube informar quando o fornecimento começará.
Um dos beneficiados com o projeto aprovado pela Câmara de Vereadores será Valdeci Gabriel Osório, 43. Ele sustenta a família com o dinheiro que ganha comprando e vendendo sucatas pelas ruas de Patrocínio Paulista, como metal, plástico e papelão. Ele também aproveita as festas da cidade para juntar latinhas.
Osório começou a recolher lixo reciclável há três anos depois de perder o emprego em uma fazenda do município. “O começo foi muito difícil. Eu estava desempregado e minha família passava por necessidades. Então, tive a idéia de catar sucata. Eu percorria toda a cidade de carroça durante o dia todo”, lembra.
O faturamento de Osório era muito baixo. “Eu precisava recorrer à ajuda de parentes para minha família não passar fome”. Com o tempo, Osório passou a comprar sucata e ferro-velho para revender.
Para manter seus negócios, usa parte do faturamento, que hoje gira em torno de R$ 40 por dia. “Nem todo mundo está disposto a doar os recicláveis. Então, tenho que comprar. Se eu ganhasse as sucatas, meu rendimento seria maior”, disse. Tudo o que ele junta é vendido para um depósito em Itirapuã.
Ele aprovou o projeto do fornecimento das cestas básicas. “Vai ajudar todo mundo que vive de catar sucata e não ganha muito dinheiro, principalmente em Patrocínio, que é uma cidade pequena”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.