Escolas oscilam entre o pior e o melhor do ensino


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Na “Barão da Franca”, aluno recebe atendimento exclusivo da professora Liliane Alves Pimenta
Na “Barão da Franca”, aluno recebe atendimento exclusivo da professora Liliane Alves Pimenta
As escolas estaduais de Franca tiveram ontem um dia de contrapontos. Enquanto umas comemoravam os bons resultados do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar de São Paulo), outras reservaram o dia para reuniões em que tentaram descobrir os motivos do baixo desempenho. Na Diretoria de Ensino, a dirigente, Ivani Marchesi, não quis se pronunciar sobre as notas obtidas pelas escolas da cidade. No geral, a média de Franca superou a média estadual. Em português da 4ª série, por exemplo, a média do Estado foi de 186,8; já o município obteve nota 203,2. Com mil alunos divididos em dois períodos, a Escola “Barão da Franca” foi um dos destaques da avaliação. A instituição alcançou notas acima da média em todas as séries avaliadas e, em especial, nas duas séries iniciais do ensino. Para a coordenadora Tânia Cristina Alves Silva, a justificativa está centrada em diversos fatores; como: trabalho em equipe, sistema de atendimento individualizado aos alunos com maior dificuldade, participação dos pais e aulas contextualizadas. “Nosso diferencial é o compromisso de todos os professores e funcionários. Fazemos trabalhos interdisciplinares, cobramos disciplina e evolução”. Outra instituição de ensino que comemorou o desempenho acima da média estadual foi a Escola “Adalgisa Gualtieri”, no Parque Progresso. Elisabeth Maria Rizatti, diretora, explicou que as aulas de reforço e os momentos de estudo dos professores, chamados de HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo), contribuíram para classificar a escola entre as melhores. “Investimos no aluno e o resultado do Saresp é um indicador importante para sabermos como estamos, o que dá certo ou não”. O Saresp foi realizado no ano passado e avaliou estudantes de 1ª, 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. As provas foram referentes às matérias de português e matemática. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação avalia que o resultado da avaliação possibilitará um diagnóstico sobre a situação do ensino público no Estado. NA OUTRA PONTA Com notas abaixo do esperado, a direção e professores da Escola “Naneide de Lourdes Oliveira Scarabucci”, na Vila São Sebastião, se reuniram ontem para tentar detectar a origem do problema. A diretora da escola não quis se pronunciar oficialmente, mas elencou as dificuldades enfrentadas no local. Entre os fatores apontados para o baixo resultado estariam a falta de participação dos pais na comunidade escolar, turmas com níveis de ensino atrasado e uma não fixação dos professores. “Muitos alunos não têm uma estrutura familiar e convivem em uma comunidade carente”. A escola tem 746 alunos em dois períodos de aula, divididos em 25 salas.

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