Risco e descaso imediatos


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Crianças brincam na Casa do Aconchego de Franca; sem investimento, local está com capacidade esgotada para atendimento a crianças vitimizadas
Crianças brincam na Casa do Aconchego de Franca; sem investimento, local está com capacidade esgotada para atendimento a crianças vitimizadas
A Casa do Aconchego de Franca está com capacidade estourada e opera acima de seu limite para receber crianças vitimizadas. Com 20 vagas, o local excede sua cota constantemente e hoje tenta se ajeitar com 28 crianças. Na casa também faltam mamadeiras e berços e, segundo o Conselho Tutelar, responsável pela apuração das denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes e pelo seu encaminhamento para a casa, o número de funcionários também está aquém do necessário. A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social admite algumas das falhas apontadas pelo Conselho, mas minimiza sua gravidade, afirmando que têm resolvido as questões com rapidez. Um dos casos que têm preocupado o Conselho em relação às vagas da Casa do Aconchego aconteceu na madrugada de terça para quarta-feira, quando um bebê de 8 meses foi retirado da tutela da mãe, que fazia uso de drogas. O bebê, uma menina, foi recolhido pela conselheira Glaucia Machado Limonti e encaminhado à repartição. “Lá não havia mamadeira, nem berço. Não havia condições de deixar um bebê pernoitar até o dia seguinte”, disse ela. “A assistente social de plantão teve que acionar uma família acolhedora durante a madrugada para ficar com o bebê”, afirmou Gláucia, dizendo que a situação não é a ideal. Segundo o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, assim como no caso dos adolescentes com idades entre 13 e 17 anos (veja matéria ao lado), a solução para crianças vitimizadas, menores de 12 anos, sairá com o término das adaptações do Complexo do Aconchego. “Estamos cientes que o número de funcionários não é ideal. Por outro lado, mesmo com deficiências, a assistência aos menores é a melhor possível”, disse o secretário. Roberto Nunes Rocha afirmou ainda que a data de conclusão das obras, no entanto, não pode ser estimada. “Estão (as obras) cerca de 80% concluídas, e o processo de escolha da entidade que ficará responsável pelo complexo também está em andamento. Acredito que a inauguração não deva demorar”, disse Roberto. PROMOTORIA Ontem, o promotor da Infância e Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, foi procurado para se manifestar sobre a situação das crianças e adolescentes. Para ele, a situação, mesmo que longe do ideal, ainda é sustentável. Segundo Augusto Soares, não há motivo para ações na Justiça, pois medidas estão sendo tomadas pela Prefeitura para resolver os problemas. “As crianças estão recebendo assistência. Pior se não estivessem. É claro que é necessário que o Complexo do Aconchego seja entregue rapidamente, mas estou acompanhando a situação junto com o secretário (Roberto Nunes) e percebo que estão trabalhando para a finalização e entrega do local”, disse.

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