Caçambeiros têm 24 horas para entrar na linha


| Tempo de leitura: 2 min
Caçamba na Rua Dorivaldo Chioca, no Jardim Luiza II, está transbordando e há mais de um mês estacionada no local
Caçamba na Rua Dorivaldo Chioca, no Jardim Luiza II, está transbordando e há mais de um mês estacionada no local
A partir de amanhã, todas as caçambas em uso na cidade deveriam atender às regras ditadas pela Prefeitura. Em 17 de dezembro de 2007, o Setor de Fiscalização Municipal se reuniu com os donos de empresas de caçambas para listar as normas e concedeu prazo de 90 dias para se regularizarem, ou seja, até sábado, 15. Faltam apenas 24 horas para o prazo expirar, mas numa rápida volta pelas ruas de Franca é fácil perceber que ainda há muito serviço a ser feito pelos caçambeiros. Para não perder o prazo, terão de acelerar e ainda assim correm o risco de não respeitarem a data-limite. Na cidade, existem 18 empresas de caçamba cadastradas. As caçambas não podem ser colocadas sobre as calçadas, devem ter adesivos reflexivos (olho-de-gato), ser usadas por no máximo 15 dias, esvaziadas antes do “lixo” ultrapassar a borda e ficar distantes 20 centímetros das calçadas para evitar que a água da chuva empoce e que atrapalhem o trânsito. Na tarde de quarta-feira, a reportagem circulou pela cidade para saber o estado dos objetos. Foi fácil encontrar problemas. A superlotação e falta de faixas reflexivas são as irregularidades mais comuns. Um dos “flagras” foi feito na Rua Dorivaldo Chioca, no Jardim Luiza II. Os vizinhos disseram que a caçamba está parada, sem uso e cheia de terra e lixo acima da “boca”, há mais de um mês. O objeto está enferrujado e sem adesivos reflexivos para facilitar a visualização à noite com a luz dos veículos. Ilegalidades também foram encontradas em outros cinco bairros: Jardins Centenário, Vera Cruz, São Luiz, parques Vicente Leporace e Santa Adélia. Luiz Antônio Santos, proprietário da loja Caçambão, participou da reunião em dezembro, começou a se regularizar, mas ainda não está com todos os equipamentos adequados. “Reformei 250 das 300 caçambas que possuo. Pintamos e sinalizamos todas com os adesivos reflexivos. O investimento é de R$ 120 em média para cada uma. É alto”, disse. O não cumprimento das regras pode resultar em multa de até R$ 30 mil. CALADO Luiz Antônio acredita que nova reunião entre os comerciantes do setor e a Prefeitura deva ser agendada agora que o prazo de 90 dias expirou. Essa informação e outros detalhes sobre caçambas não foram confirmados pela Prefeitura, que regulariza o serviço. Ismael Xavier, chefe do Setor de Fiscalização, foi procurado insistentemente durante dois dias seguidos, na quarta-feira e ontem, e não foi localizado pela reportagem. Foram feitas 13 ligações para o setor onde atua; em seu celular e na assessoria de comunicação da Prefeitura, nem mesmo os assessores conseguiram localizá-lo. O celular foi atendido por outras pessoas. Os recados deixados para ele não foram respondidos. A secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, a quem o setor de fiscalização está submetido, também não foi encontrada em seus celulares.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários