Todo dia pela manhã, a rotina é semelhante. Depois de fazer os serviços da casa, Lázara Januário Ribeiro Ferreira, 48, relembra o tempo em que morava na zona rural ao cuidar da plantação cultivada em frente à casa em que mora no Jardim Pinheiros II. A horta fica na Rua Diogo Garcia Coelho e faz parte do cenário local, onde a maioria dos terrenos públicos, ao longo de mais um quilômetro da via, é ocupada de modo irregular pelos moradores.
As roças são de diferentes tamanhos e cada um cuida à sua maneira. Na de Lázara, mantida junto com o marido, José Pedro, há pés de maracujá, goiaba, manga, verduras como couve e alface, além de mandioca, abobrinha, quiabo, milho e feijão. “Faz mais de seis anos que cuidamos desse pedaço de terra. Antes era um matagal só, cheio de bichos e lixo”.
Para a dona de casa, a horta improvisada ajuda no sustento da casa e traz a área limpa. “O que conseguimos retirar daqui vai para sustento próprio. Quando sobra, repartimos com os vizinhos. Se for fruta, vai tudo para as crianças”.
Outro lado
A Prefeitura reconhece o problema e já acabou com esse tipo de ocupação em outras ocasiões, mas depois de pouco tempo, a população voltou a utilizar a área.
Procurado para falar sobre a situação dos terrenos, o chefe da Divisão Municipal de Fiscalização e Obras, Ismael Xavier, não foi encontrado na Prefeitura em três horários diferentes.
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